Num relatório publicado esta segunda-feira, referente ao estado dos monumentos históricos e culturais no país persa desde o início da agressão lançada por Israel e EUA, a 28 de Fevereiro último, o ministério declarou que os ataques ao património histórico e cultural iraniano prosseguem, numa violação flagrante do direito internacional.
Só na província de Teerão foram atingidos e danificados 61 locais históricos, refere a PressTV, acrescentando que, na lista de províncias mais atingidas, se seguem Ispaão e Curdistão, com 23 e 12 locais históricos danificados, respectivamente.
O texto especifica que foram danificados 111 sítios históricos e museus em todo o país asiático, além de 11 edifícios de valor histórico na província de Teerão. Sete zonas históricas, que incluem mais do que um monumento histórico ou cultural, foram também atingidos pelos ataques em todo o país.
O ministério refere ainda que 64 infra-estruturas turísticas – incluindo hotéis, agências e outros espaços que providenciam serviços para turistas – foram atingidos.
Neste contexto, o relatório divulgado apela ao mundo para que se pronuncie sobre a agressão israelo-norte-americana e para que condene os ataques ao património histórico-cultural do país persa.
Anteriormente, as autoridades iranianas já tinham denunciado bombardeamentos israelitas a monumentos que vão até ao século XIV, ao mesmo tempo que exortaram a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a pôr fim ao seu silêncio «inaceitável».
De acordo com Convenção para a Protecção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, conhecida como Convenção de Haia (1954) e outras normas internacionais, os ataques ao património cultural e histórico constituem uma violação flagrante do direito internacional.
China condena danos aos bens culturais iranianos
Mao Ning, representante do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, condenou, esta terça-feira, os danos causados aos monumentos e bens culturais por todo o Irão, na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos recentes.
Fazendo eco do relatório apresentado no dia anterior pelo Ministério iraniano do Património Cultural, Turismo e Artesanato, Mao disse em conferência de imprensa que o património cultural mundial é um bem valioso para toda a humanidade, pelo que a China «lamenta profundamente os danos causados», indica o Global Times.
Na mesma ocasião, Mao instou todas as partes envolvidas no conflito, especialmente os EUA e Israel, a cessarem de imediato e por completo as acções militares, a iniciarem prontamente o diálogo e as negociações, pondo fim, «o mais rapidamente possível», a uma guerra que «nunca devia ter acontecido».
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