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Petroleiro russo rompe bloqueio e chega a Cuba com 100 mil toneladas de ajuda

Com 100 mil toneladas de petróleo russo, o navio Anatoly Kolodkin chegou a Cuba esta segunda-feira. Um porta-voz do Kremlin congratulou-se com o facto e considerou um «dever» ajudar o país caribenho.

O navjo russo Anatoly Kolodkin chegou ao Porto de Matanzas esta segunda-feira Créditos / TeleSur

O Ministério russo dos Transportes informou, ontem de manhã, que o petroleiro Anatoly Kolodkin tinha chegado à Ilha e que estava à espera de ser descarregado no Porto de Matanzas.

Segundo refere a TeleSur, o navio, carregado com 100 mil toneladas de petróleo, chegou a Cuba com bandeira russa e sem escolta militar, depois de ter sido inicialmente acompanhado por um navio de guerra da Armada russa através do Canal da Mancha.

Trata-se da chegada do primeiro petroleiro à Ilha em três meses – um período em que Cuba deixou de receber petróleo e enfrentou a agudização do bloqueio imposto pelos EUA há mais de seis décadas.

A 29 de Janeiro, Donald Trump firmou uma ordem executiva que declara Cuba como uma «ameaça inusual e extraordinária» à segurança nacional dos EUA e que permite impor tarifas às importações de países que forneçam petróleo a Cuba.

A medida de Washington provocou uma grave escassez de combustível no país caribenho. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou esse «bloqueio energético» imposto pelos EUA, considerando «condenável que uma potência da magnitude dos Estados Unidos adopte uma política tão agressiva e criminosa contra uma pequena nação».

Díaz-Canel reconheceu que o seu país enfrenta sérios problemas de disponibilidade de crude para garantir a geração de energia eléctrica e as actividades básicas, tendo em conta que, desde Dezembro, não chegou petróleo ao país, onde houve avarias frequentes no sistema energético, apagões e consequentes impactos na economia, na capacidade de produção, nos serviços, na saúde e na mobilidade da população.

O «dever» de ajudar Cuba

«Congratulamo-nos com a chegada deste carregamento de produtos petrolíferos à ilha», disse aos jornalistas Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, acrescentando que «a Rússia se julga no dever de não ficar de braços cruzados e de prestar a ajuda necessária aos nossos amigos cubanos».

«Não podemos ficar indiferentes à situação desesperada que o povo cubano atravessa hoje, pelo que continuaremos a trabalhar nisso», afirmou, citado pela Prensa Latina.

Comentando notícias de que os Estados Unidos teriam permitido o acesso de combustível russo a Cuba, apesar do bloqueio energético que impõem à Ilha, Peskov confirmou que «esta questão já tinha sido levantada anteriormente em discussões com os nossos homólogos norte-americanos».

Mais 15 600 toneladas de arroz provenientes da China

Cuba recebeu 15 600 toneladas de arroz doadas pela China, no âmbito de uma ajuda alimentar ao país caribenho que irá chegar às 90 mil toneladas de cereal, em duas etapas.

No Porto de de Havana, este sábado, a ministra do Comércio Interno, Betsy Díaz Velázquez, agradeceu profundamente, em nome do governo e do povo cubano, uma ajuda que chega num «momento muito oportuno».

Díaz Velázquez explicou que a situação na Ilha é «complexa», devido à «ilegal e cruel política de guerra e perseguição económica do governo dos Estados Unidos», indica o diário Granma.

A entrega agora concretizada integra a primeira de duas etapas em que a China doará 90 mil toneladas de arroz a Cuba. Esta fase, que abrange 30 mil toneladas, será completada com as 9800 toneladas que deverão chegar a Santiago de Cuba em Abril.

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