Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP-IN) explica que os dois encontros, que contaram com meia centena de dirigentes e técnicos, tiveram como objetivo fazer o ponto de situação dos respectivos sectores, partilhar experiências e dificuldades locais, discutir os principais problemas que afectam os trabalhadores e avaliar processos negociais em curso. Foram ainda definidas prioridades reivindicativas e discutidas formas de reforçar a intervenção sindical e a sindicalização.
De acordo com o sindicato, uma das prioridades actuais é a luta contra o pacote laboral, que o Governo e as entidades patronais pretendem impor. O STAL alerta que esta medida visa retirar direitos e destruir a contratação colectiva, já debilitada pela caducidade e pela alteração do princípio do tratamento mais favorável.
Entre as conclusões das reuniões, o STAL destaca que a alteração à legislação laboral e a reforma do Estado constituem peças da ofensiva anti-laboral e anti-sindical do Governo PSD/CDS-PP, contando com o apoio da Iniciativa Liberal e do Chega. O sindicato refere ainda que, enquanto algumas empresas aguardam o resultado da negociação do pacote laboral, outras já tomaram a iniciativa para consagrar «concepções gravosas para os trabalhadores».
Os dirigentes do STAL apontaram ainda o indispensável reforço da acção sindical de classe nos locais de trabalho e da organização como determinantes para prosseguir a luta intransigente em defesa e para conquistar mais direitos, melhores salários e condições de trabalho.
O sindicato promete intensificar a mobilização nos próximos meses, especialmente nos sectores empresariais locais e nas empresas do grupo Águas de Portugal.
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