A greve nacional de 26 de Março é uma resposta ao que o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) designa por «atitude desrespeitosa» e «sem seriedade», mas também um apelo para que a entidade patronal regresse à mesa das negociações.
«Exigimos que a CNIS negoceie seriamente com os sindicatos com mais trabalhadores sindicalizados — CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS — em vez de se limitar a fazer acordos para aumentos de migalhas com os sindicatos da UGT», lê-se numa nota do CESP.
Adianta o sindicato que a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) «recusou continuar as negociações» com as estruturas sindicais descritas e que integram a comissão negociadora sindical, «dizendo já ter acordado uma revisão do CCT [Contrato Colectivo de Trabalho] com sindicatos da UGT». No entender do CESP, esta atitude é «desrespeitosa, sem seriedade e demonstra má-fé negocial». Para os sindicatos em luta, este acordo foi feito «nas costas» da maioria dos trabalhadores das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e com as organizações menos representativas. Nesse sentido, defende o sindicato, «quando os trabalhadores não são ouvidos, só nos resta uma opção: a greve nacional dos trabalhadores do sector».
O protesto terá o seu epicentro junto à sede da CNIS, no Porto, com uma vigília de 24 horas, a começar esta quarta-feira, às 21h.
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