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Dia de Defesa da Refinaria. Trabalhadores lutam pelo emprego e pela soberania do País

Fiequimetal e Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal designaram esta sexta-feira de «Dia de Defesa da Refinaria» de Sines, com iniciativas em que participaram dirigentes das Comisiones Obreras.

Créditos / Site Sul

Emprego, direitos, soberania energética nacional e melhores condições de trabalho e de vida foram as reivindicações centrais deste 20 de Março. A acção surge no contexto da fusão entre a Galp e a Moeve. Ainda sem esclarecimentos por parte do Governo, os trabalhadores da indústria petrolífera mantêm reticências acerca do negócio feito à sua revelia e que tem vindo a ser denunciado pela federação das indústrias do sector (Fiequimetal/CGTP-IN).

Esta sexta-feira, «Dia de Defesa da Refinaria», houve dois momentos para discutir as implicações da fusão para a vida dos trabalhadores e para a soberania energética: um plenário para trabalhadores do complexo industrial, com a Comissão Central de Trabalha­dores da Petrogal e dirigentes da Comisiones Obreras, e uma iniciativa pública de esclarecimento no Largo Ramos da Costa, junto à Câmara Municipal de Sines.

Os trabalhadores exigem informações pormenorizadas e actualizadas sobre como se dará a fusão, com os devidos impactos laborais, industriais e territoriais, sempre mantendo a garantia da participação sindical em todas as etapas. Num comunicado conjunto da Fiequimetal e das Comisiones Obreras, emitido há cerca de um mês, as estruturas sindicais colocavam um conjunto de exigências, designadamente «a manutenção do emprego em todas as actividades e centros», «a qualidade do emprego, condições de trabalho e estabilidade», «a preservação das capacidades industriais e de investimento» e a «participação sindical efectiva» neste processo.

«Governo está a fugir às suas responsabilidades»

Num momento em que se discute o futuro de uma infra-estrutura estratégica para o País, a Fiequimetal acusa o Governo de estar a «fugir às suas responsabilidades». A federação sindical lembra que já insistiu junto dos ministérios da Economia e do Ambiente, mas que continua sem resposta às questões levantadas sobre a salvaguarda do emprego e dos direitos dos trabalhadores do Grupo Galp Energia.

Perante a falta de resposta, o sindicato decidiu solicitar uma audiência ao primeiro-ministro, agendada para a próxima quarta-feira, 25 de Março. A delegação será acompanhada pela estrutura sindical do sector, numa tentativa de exigir clareza e garantias para o futuro da refinaria e dos seus trabalhadores.

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