A denúncia de que a APHP quer encerrar o processo negocial, acabando com o Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) subscrito pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) é feita por ambas as estruturas sindicais afectas à CGTP-IN, que esta sexta-feira se concentraram junto ao Hospital da Luz, em Coimbra.
Segundo os enfermeiros, a associação representativa dos patrões da saúde recusa-se a negociar e rever o contrato colectivo com o SEP, «porque assume que o CCT que fez assinar em 2024, com outros sindicatos, serve os seus interesses». No entanto, lê-se num comunicado, «foi a luta do SEP e dos enfermeiros desde 2022, que determinou que os principais grupos privados, progressivamente melhorassem as condições de trabalho e remuneratórias dos enfermeiros».
As estruturas sindicais, que têm nova concentração agendada para segunda-feira, 23, junto ao Hospital da CUF, no Porto, admitem que, com esta «recusa negocial», a APHP «pretende acabar com estes CCT e assim continuar a impor» salários baixos e horários desregulados e prolongados, de 60 horas semanais, aos trabalhadores administrativos, auxiliares, enfermeiros e restantes trabalhadores de clínicas e hospitais privados,
«Num sector que publicita lucros de milhões de euros, que cobra aos seus clientes/utentes, valores cada vez mais elevados pelos serviços clínicos, os trabalhadores destas clínicas e hospitais privados têm os horários mais longos e desregulados, os salários muito baixos e a generalidade, com o salário mínimo», criticam.
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