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Enfermeiros denunciam coacção e ameaças nas ULS da Arrábida e de Almada-Seixal

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denuncia ameaças e pressão nas Unidades Locais de Saúde (ULS) da Arrábida e de Almada-Seixal, durante a greve nacional de enfermeiros de 20 de Março.

CréditosRodrigo Antunes / Agência Lusa

Com uma adesão à greve superior a 70% no distrito de Setúbal, segundo o SEP, os enfermeiros denunciaram ameaças e pressão por parte dos conselhos de administração das referidas Unidades Locais de Saúde, considerando a situação «intolerável». Por outro lado, o sindicato sublinha que os enfermeiros, em todas as instituições do País e também nestas duas ULS, «sempre cumpriram escrupulosamente os serviços mínimos legalmente fixados».

No caso concreto da greve do passado dia 20 de Março, o SEP afirma que o número de enfermeiros legalmente fixado para a prestação de serviços mínimos nas ULS da Arrábida e de Almada-Seixal foi «igual ao número de enfermeiros escalados para os turnos da manhã e da tarde de dia 1 de Março (domingo)».

O SEP denuncia «pressões inadmissíveis» nestas duas ULS, nomeadamente no que respeita aos blocos operatórios, para além de «ameaças de processos disciplinares».

Apesar destes «comportamentos condenáveis e inadmissíveis» das administrações, não respeitando «o exercício do direito à greve», o SEP considera que «os níveis de adesão não deixam dúvidas». Ao mesmo tempo, fala da necessidade de soluções urgentes por parte da ministra da Saúde, no sentido da resolução da situação «vergonhosa» de que são alvo os enfermeiros, «os únicos trabalhadores da saúde a quem não foram pagas as progressões desde 2018».

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