Bordéus, Le Havre, Toulouse, Paris e Valenciennes foram algumas das cidades francesas onde este fim-de-semana houve mobilizações para denunciar o bloqueio imposto por Washington a Cuba e a sua escalada recente, subsequente às medidas decretadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, com o intuito de asfixiar o país caribenho.
Recorde-se que, a 29 de Janeiro, Trump emitiu uma ordem executiva em que classifica Cuba como uma «ameaça inusual e extraordinária» à segurança nacional dos EUA, deixando aberta a possibilidade de punir com taxas os países que fornecerem ou venderem petróleo à Ilha.
Nas mobilizações de sábado, convocadas pelo Partido Comunista Francês (PCF), organizações sindicais e associações solidárias com Cuba, viram-se bandeiras cubanas, cartazes a exigir o levantamento do bloqueio imposto há mais de seis décadas e com a inscrição «Mãos fora de Cuba».
Também se afirmou que a escalada das agressões norte-americanas são um «acto criminoso» e constituem uma violação flagrante do direito internacional, refere a Prensa Latina.
O embaixador de Cuba em França, Otto Vaillant, agradeceu estas manifestações de solidariedade com o seu país, já depois de o secretário nacional do PCF, Fabien Roussel, ter instado o presidente francês a agir sem demora para impedir um cerco petrolífero dos EUA a Cuba, e de Sophie Binet, secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), também se ter dirigido a Macron por carta, solicitando a condenação da escalada de Washington e o envio de ajuda à Ilha.
Embaixador de Cuba agradece a solidariedade dos mexicanos
Na sua conta de Twitter (X), Eugenio Martínez agradeceu este sábado a solidariedade do país azteca, na sequência do apelo feito por organizações locais à participação dos mexicanos na recolha de alimentos e medicamentos com destino à maior das ilhas Antilhas.
A propósito da campanha «De povo para povo, acabemos com o bloqueio», que decorre até 22 de Fevereiro no Zócalo da Cidade do México, o diplomata cubano afirmou que centenas de pessoas já contribuíram com doações e que «Cuba não está sozinha».
Por seu lado, Olivia Garza, da Associação de Cubanos Residentes no México José Martí, disse à Prensa Latina que a resposta do povo mexicano está a ser «massiva» e «impressionante».
Neste sentido, explicou que, antes de o espaço abrir no Zócalo, já havia fila para entregar ajuda e que três horas antes de encerrar, no sábado, foi necessário solicitar duas camionetas para levar todas as caixas entretanto acumuladas.
A campanha iniciada dia 14 vem juntar-se a outras expressões concretas de solidariedade emanadas do país latino-americano, como a decisão do governo mexicano de enviar 814 toneladas de ajuda, que chegaram ao Porto de Havana na quinta-feira, reforçada pelo anúncio da presidente Claudia Sheinbaum de efectuar mais envios.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
