Uma desgraça nunca vem só. A região de Lisboa, a zona mais populosa de Portugal (em 2021, 2 871 133 pessoas viviam na Área Metropolitana de Lisboa), é também uma das regiões do país em que há menos vagas em creches e a zona do país «com maior carência de enfermeiros», afirma o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN). O caso da Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental é paradigmático.
Este estabelecimento público do Serviço Nacional de Saúde é composto pelo Hospital Egas Moniz, o Hospital Santa Cruz e o Hospital São Francisco Xavier, para além dos Agrupamentos de Centros de Saúde Lisboa Ocidental, Oeiras e Cascais. Nesta ULS, os cuidados de saúde «da generalidade dos serviços são assegurados à custa do recurso às horas extraordinárias» e à «redução de elementos por turno», alerta o sindicato.
O resultado inevitável são os «elevados ritmos de trabalho e horários violentos que comprometem a segurança dos cuidados e provocam a sobrecarga das equipas». Esta quinta-feira, um abaixo-assinado subscrito por mais de 600 enfermeiros das mais diversas valências e dos cuidados de saúde primários e hospitalares de Lisboa Ocidental foi entregue à administração da ULS.
O SEP tem solicitado a realização de uma reunião com o Conselho de Administração da ULS desde Fevereiro de 2025, há um ano, continuando «sem resposta». Perante a realidade «dramática» de «carência de profissionais, nomeadamente de enfermeiros», estas centenas de trabalhadores da ULS de Lisboa Ocidental exigem a contratação de mais colegas e a regularização das progressões nas carreiras.
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