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Mais de 600 enfermeiros exigem a «contratação» urgente de colegas em Lisboa Ocidental

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental está entre as dez instituições do país com a «mais elevada concentração de horas extraordinárias» realizadas pelos enfermeiros. Carência de profissionais é «dramática».

Os enfermeiros realizaram hoje uma manifestação no último dia de greve convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa. Entre as várias exigências, os enfermeiros reivindicam o pagamento das dívidas relativas aos milhares de dias de feriados trabalhados e não gozados e que não poderão ser diferentes de 2 vezes o valor hora do regime das 35 horas. 25 de Setembro de 2024. 
CréditosRodrigo Antunes / Lusa

Uma desgraça nunca vem só. A região de Lisboa, a zona mais populosa de Portugal (em 2021, 2 871 133 pessoas viviam na Área Metropolitana de Lisboa), é também uma das regiões do país em que há menos vagas em creches e a zona do país «com maior carência de enfermeiros», afirma o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN). O caso da Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental é paradigmático.

Este estabelecimento público do Serviço Nacional de Saúde é composto pelo Hospital Egas Moniz, o Hospital Santa Cruz e o Hospital São Francisco Xavier, para além dos Agrupamentos de Centros de Saúde Lisboa Ocidental, Oeiras e Cascais. Nesta ULS, os cuidados de saúde «da generalidade dos serviços são assegurados à custa do recurso às horas extraordinárias» e à «redução de elementos por turno», alerta o sindicato.

O resultado inevitável são os «elevados ritmos de trabalho e horários violentos que comprometem a segurança dos cuidados e provocam a sobrecarga das equipas». Esta quinta-feira, um abaixo-assinado subscrito por mais de 600 enfermeiros das mais diversas valências e dos cuidados de saúde primários e hospitalares de Lisboa Ocidental foi entregue à administração da ULS.

O SEP tem solicitado a realização de uma reunião com o Conselho de Administração da ULS desde Fevereiro de 2025, há um ano, continuando «sem resposta». Perante a realidade «dramática» de «carência de profissionais, nomeadamente de enfermeiros», estas centenas de trabalhadores da ULS de Lisboa Ocidental exigem a contratação de mais colegas e a regularização das progressões nas carreiras.

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