O plano de negócios apresentado pela EDP para 2026-2028 prevê um investimento de 12 mil milhões de euros, alcançando lucros de 1,3 mil milhões em 2028. O grupo antecipa ainda dividendos a crescer 5%, para 21 cêntimos por acção. Com a saúde financeira da empresa (que deve anunciar lucros superiores a um milhar de milhão em 2025), seria de esperar que os trabalhadores dos centros de contacto e das lojas, as caras e as vozes da EDP, não estivessem subcontratados, em regime de outsourcing.
Entre as empresas que prestam serviços ao grupo EDP estão a Manpower Talent Based Outsourcing, a Randstad II ou a Synchro by Egor, para além de várias outras entidades patronais mais pequenas mas que, ainda assim, asseguram funções indispensáveis no grupo EDP. A greve, convocada por quatro sindicatos da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN), abrange todas estas empresas.
A realizar entre as 00h de dia 17 e as 24h de 20 de Fevereiro, a acção de luta reivindica um «aumento geral dos salários, subsídio de refeição e outros direitos, equiparando-os aos praticados pelas empresas que recorrem à externalização de operações essenciais para a sua actividade», o fim da «pressão sobre os postos de trabalho, para vendas por objectivos, tempos de atendimento, etc...», e um ponto final na precariedade – por um «emprego com direitos».
Em nota enviada ao AbrilAbril, os sindicatos reclamam ainda a necessidade de se aplicar uma «tolerância na véspera de Natal, na véspera de Ano Novo e no dia de Carnaval», de modo a respeitar a dignidade dos trabalhadores que garantem o funcionamento de lojas e centros de contacto do Grupo EDP.
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