O Teatro Nacional afirma o seu comprometimento com os «valores de uma sociedade livre, plural e justa», promovendo «múltiplas formas de encontro e de pensamento crítico», o que levou a equipa a romper o silêncio sobre a «tragédia que se vem desenrolando em Gaza», lê-se num comunicado.
Assim, a instituição junta-se a diversas outras vozes e exige um cessar-fogo imediato e permanente, a abertura plena à ajuda humanitária na Faixa de Gaza, a responsabilização pelos crimes cometidos, a libertação de todos os reféns e o reconhecimento do Estado Palestiniano.
«Um teatro não é uma ilha, e o nosso trabalho põe-nos diariamente em relação com realidades múltiplas. Neste momento, nenhuma é mais gritante do que a continuação do massacre de civis palestinianos em Gaza, incluindo milhares de crianças», afirma o Dona Maria II, salientando que não falar do assunto se tornou «insustentável e moralmente inaceitável».
«A arte e a cultura não devem ser cúmplices da omissão, nem da indiferença», sublinha. No dia em que o Ministério da Saúde em Gaza divulgou o número de 60 034 palestinianos mortos pelo Estado de Israel, desde Outubro de 2023, o Teatro Nacional Dona Maria II compromete-se com a promoção de «uma reflexão crítica sobre esta realidade e sobre o papel das artes perante a injustiça e a violência».
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