Jerónimo de Sousa no comício de encerramento da Festa do Avante!

«O povo não quer o regresso do PSD e do CDS»

Segundo o líder do PCP, a acção e intervenção do PSD e do CDS visa promover uma campanha que associa a devolução de direitos e rendimentos a tragédias e iminentes catástrofes.

Comício de encerramento da 40.ª Festa do Avante!
CréditosPedro Soares / AbrilAbril

No comício de encerramento da Festa do Avante!, Jerónimo de Sousa, num discurso de cerca de cinquenta minutos, fez um percurso onde abordou múltiplos aspectos da política nacional, nomeadamente a luta dos trabalhadores, o desemprego, salários e pensões, e o crescimento económico. Sublinhou ainda a posição e a análise do PCP sobre a actualidade e eventuais desenvolvimentos da situação internacional.

Numa tarde de intenso calor, perante uma imensa e colorida plateia que enchia por completo o espaço do palco do comício, o secretário-geral do PCP falou da evolução da nova fase da vida política nacional, que caracterizou como «de consolidação e aprofundamento do caminho percorrido de devolução de direitos e rendimentos e a solução dos problemas nacionais», chamando a atenção para o facto de esta se confrontar com duas ameaças que intimamente se articulam, «a que resulta da insidiosa acção dos partidos do revanchismo, PSD e CDS, apostados que estão na desestabilização do País a todo o custo, a pensar no seu rápido regresso ao poder, e a ameaça que se desenvolve a partir da União Europeia com o mesmo objectivo de fazer implodir qualquer solução que ponha em causa a orientação da política dominante».

Mas Jerónimo de Sousa falou também de uma perigosa ilusão que permanece, «tão perigosa quanto as ameaças, de que é possível avançar de forma decidida na solução dos problemas de fundo do País com simples ajustamentos ao modelo imposto pelo processo de integração capitalista da União Europeia e sem o libertar das amarras da política que o conduziu à crise e à ruína».

Para o secretário-geral do PCP, «as opções do PS e a sua assumida atitude de não romper com os constrangimentos externos – sejam as imposições da União Europeia, a submissão ao Euro ou a renegociação da dívida, seja a não ruptura com os interesses do capital monopolista – são um grave bloqueio à resposta aos problemas do País. Mas também uma forma de favorecer as forças que querem impor o regresso ao passado e continuar a levar o País pelo caminho da crise e ao declínio».

No palco do comício estavam também presentes membros da direcção do PCP e representantes de dezenas de partidos comunistas e outras forças progressistas de todo o mundo, convidados a participar nestes três dias de festa.


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