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Cinco interessados no antigo BES

Sérgio Monteiro e Carlos Costa preparam entrega do Novo Banco

O Banco de Portugal informou, em comunicado, que recebeu cinco propostas pelo Novo Banco. O ex-secretário de Estado do governo do PSD e do CDS-PP está encarregado de concluir a venda.

A Comissão Europeia continua a apontar o caminho da liquidação, caso a venda do Novo Banco não se concretize até Agosto
A Comissão Europeia continua a apontar o caminho da liquidação, caso a venda do Novo Banco não se concretize até AgostoCréditos

De acordo com o Público, os principais interessados são fundos de investimento norte-americanos e um banco chinês. Relembre-se que o principal argumento para a entrega do Banif ao Santander foi já ter licença bancária em Portugal.

De fora terá ficado o BPI, que não formalizou qualquer proposta. Apesar de ainda não ter desistido, o Público diz que o BCP também não apresentou uma proposta vinculativa. Apesar de serem os bancos portugueses que, em algum momento, revelaram interesse na corrida ao Novo Banco, ambos já são detidos por capitais estrangeiros. Por sua vez, o Jornal de Negócios indica que a equipa de Sérgio Monteiro quer recomendar um comprador o mais rapidamente possível.

O contrato de Sérgio Monteiro, que aufere cerca de 30 mil euros, com o Fundo de Resolução foi prolongado recentemente por três meses pelo Banco de Portugal. Monteiro conduziu vários processos de privatização enquanto governante, nomeadamente da ANA Aeroportos, da TAP e das empresas dos transportes urbanos de Lisboa e Porto, os últimos anulados pelo actual Governo.

A resolução do Banco Espírito Santo, que se transformou no Novo Banco, custou ao Estado 4,9 mil milhões de euros, em 2014. O custo final da operação pode ainda crescer em mais de mil milhões de euros. Ao contrário do prometido por Maria Luís Albuquerque, enquanto ministra das Finanças, o valor da venda do Novo Banco dificilmente cobrirá os custos com o processo de resolução.

Caso a venda se concretize por um valor inferior aos 4,9 mil milhões de euros, como é esperado, este será mais um caso em que o Estado paga para salvar um banco, entregando-o posteriormente a privados – tal como nos casos do BPN e do Banif.

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