|Orçamento do Estado para 2017

OE2017 sujeito a pressões

Sem «reservas mentais» relativamente ao Orçamento do Estado para 2017, Jerónimo de Sousa antevê que eventuais dificuldades sejam criadas pela «chantagem» das instituições europeias.

Jerónimo de Sousa realça a batalha travada há um ano pelo PCP para inverter o rumo de empobrecimento e exploração
Jerónimo de Sousa realça a batalha travada há um ano pelo PCP para inverter o rumo de empobrecimento e exploraçãoCréditosSérgio Azenha / Agência Lusa

Aproxima-se o tempo de preparação do Orçamento do Estado para 2017(OE2017) e o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, aponta a possibilidade de existirem dificuldades, não por «qualquer desconfiança» relativamente ao actual Governo, mas pelas ameaças que consecutivamente vão sendo feitas pelas instituições europeias.

«Em relação à questão do OE2017, nós adivinhamos dificuldades tendo em conta o posicionamento da União Europeia (UE)», afirmou durante um jantar com militantes e apoiantes do PCP, na Feira de Agosto, em Grândola. E acrescentou: «vão fazer tudo, vão ameaçar, vão chantagear, vão colocar as sanções de novo em cima da mesa».

Jerónimo de Sousa reafirmou que o PCP não abdicará do caminho de reposição e de salvaguarda de direitos e rendimentos, e reiterou o compromisso de tudo fazer para que o próximo Orçamento do Estado siga este rumo. «O caminho é andar para a frente e não voltar atrás à política com que a coligação PSD/CDS-PP desgovernou o país durante os últimos quatro anos».

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