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Novo Banco com novos prejuízos volta a pedir ajuda ao Estado

Com mais de 7 mil milhões de euros entregues pelo Estado ao Novo Banco, desde a resolução do BES em 2014, os portugueses continuam a pagar os custos.

CréditosTiago Petinga / Agência LUSA

O Novo Banco registou um prejuízo de 400,1 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, quase o dobro das perdas em igual período de 2018 que foram de 212,2 milhões. Prevê que terá de pedir, pelo menos, mais 541 milhões de euros ao fundo de resolução.

Com mais de 7 mil milhões de euros entregues pelo Estado ao Novo Banco, desde a resolução do BES em Agosto de 2014, os portugueses continuam a pagar os custos de uma política de gestão ao serviço dos interesses do sector financeiro.

Anunciando novo pedido ao fundo de resolução, a Lone Star usa mais uma vez a garantia pública de 3,9 mil milhões de euros que o actual Governo lhe concedeu.

O banco, que já reduziu em mais de 2000 o número de trabalhadores, desde a resolução do BES, prepara-se para despedir mais 400 trabalhadores, como denota o pedido feito ao Governo de alargamento da quota de trabalhadores despedidos a quem podem atribuir subsídio de desemprego.

Assim, o Estado português paga para limpar os activos problemáticos e paga o despedimento de trabalhadores.

Em nota enviada à imprensa, o PCP afirma que «a venda do Banco pelo actual Governo alinhado com as imposições da Comissão Europeia, (...) demonstra, por si só, que a privatização foi uma má opção com custos que podem ultrapassar os 10 mil milhões de euros e que a solução que melhor teria servido os interesses do País e dos portugueses, como o PCP defendeu e continua a defender, é a nacionalização do Banco».

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