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Mulheres da Marinha Grande falam no Museu do Aljube

Com o título «Fragmentos de vidas, de resistência e de luta – Mulheres da Marinha Grande», a iniciativa é do MDM e terá lugar, dia 28, no Museu do Aljube, para lhes «dar voz».

 Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, em Lisboa 
 Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, em Lisboa Créditos / trienaldelisboa.com

Numa parceria com o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade vai acolher no seu auditório, na próxima terça-feira, às 16h, mulheres da Marinha Grande que resistiram à ditadura, «para uma conversa sobre as suas memórias de participação nas greves e lutas operárias da indústria vidreira, de repressão e prisão pela PIDE, e de luta pelos direitos das mulheres e pela liberdade», anuncia o museu no seu portal.

Por seu lado, o MDM lembra na sua página de Facebook que «a história da Marinha Grande está marcada pelas suas fortes tradições associativas, de acção sindical e política».

«A luta dos vidreiros por melhores condições de trabalho, liberdade sindical e contra a repressão marcou os 48 anos de fascismo», afirma o movimento de mulheres, sublinhando que também «as mulheres sempre lutaram e são tantas vezes esquecidas».

A conversa contará com a participação de Alda Sousa (operária vidreira), Júlia Guarda Ribeiro (professora) e Etelvina Ribeiro (operária vidreira e dirigente sindical), e será conduzida por Ana Souto (da direcção nacional do MDM).

Ao enquadrar a iniciativa – para cuja participação é necessária a inscrição por via do e-mail inscricoes@museudoaljube.pt –, o MDM afirma: «Numa época em que se assiste em todo o mundo, e também em Portugal, ao preocupante crescimento de movimentos e partidos de extrema-direita e de tentativas sérias de branquear a História em relação ao fascismo, é importante dar a conhecer exemplos de mulheres que abnegadamente lutaram pela liberdade, num Portugal oprimido e obscurantista.»

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