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Mais dinheiro em 2020, saga do Novo Banco continua

Sem adiantar números, o presidente executivo do Novo Banco recorre ao argumento da covid-19 para admitir que a instituição vai precisar de mais capital do que o previsto para este ano.   

CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Numa entrevista conjunta ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o presidente executivo do Novo Banco admitiu que a instituição vai precisar de mais dinheiro, além dos 1037 milhões que já recebeu este ano, alterando assim a estimativa que já tinha entregado ao Fundo de Resolução.

«No início de cada ano fazemos sempre uma previsão e entregamos essa previsão ao Fundo de Resolução. Naturalmente, [este ano], a diferença é entre a previsão que fizemos antes da covid e a que faremos depois da covid», afirmou António Ramalho.

O responsável da instituição, cuja história se tem alimentado do encerramento de balcões, despedimentos, apresentação de prejuízos (foram mais de mil milhões os registados só em 2019) e perdões de dívidas milionárias, alega que a «deterioração da situação económica» levará o banco comprado pelo fundo abutre Lone Star a «necessidades de capital ligeiramente suplementares» às que estavam estimadas.

António Ramalho diz que só no final do ano é que os montantes em causa serão conhecidos. À Lusa, o Novo Banco esclareceu posteriormente que «as necessidades de capital referidas só serão anunciadas em 2021, conforme estipulado no contrato». 

Depois da última injecção estatal de 850 milhões de euros, os norte-americanos da Lone Star puseram o Novo Banco em Espanha à venda.

O Público noticiou, no sábado, que, em 2015, um memorando confidencial do BNP Paribas em colaboração com o Banco de Portugal (BdP) concluiu que, à época, as contas do Novo Banco estavam bem provisionadas com uma carteira de crédito sustentada por garantias. Segundo a mesma publicação, o memorando antecipava que o banco atingiria 180 milhões de euros de lucro em 2019.


Com agência Lusa

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