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José Maria Ricciardi: mais um visionário do Novo Banco

O ex-administrador do BES mostra-se estupefacto pelo facto de «ser um privado [Lone Star] a gerir os dinheiros do Estado» e diz que a resolução do banco foi «um erro colossal». 

José Maria Ricciardi
José Maria RicciardiCréditosRodrigo Antunes / Agência LUSA

Numa entrevista ao Público, José Maria Ricciardi, primo de Ricardo Salgado, diz que «haverá condenações» no caso BES e aponta baterias contra o Fundo de Resolução, que acusa de «transferir dinheiro para as empresas de recuperação de crédito», mas também contra o governo do PSD e do CDS-PP.

Critica o anterior executivo por não ter tido «coragem» de «bater o pé» a Bruxelas e por não avaliar as  consequências da resolução «que ainda hoje estamos a viver», salientando que «nunca devia ter sido feita».

Reconhecendo que «acertar no Totobola à segunda-feira é fácil», Ricciardi junta-se à posição divulgada agora por Vítor Bento, afirmando que, «se é para usar o dinheiro do Estado para ir saneando o banco, faria mais sentido mantê-lo na esfera pública, escolhendo gestores profissionais, vendendo-o quando o banco estivesse em melhores condições». Acrescentando que, «ser um privado a gerir os dinheiros do Estado, é uma solução que nunca vi em lado nenhum». 

O ex-administrador do BES assume que «há um problema de rentabilidade e de actividade económica por resolver» no Novo Banco, e acusa a União Europeia de ter actuado com dois pesos e duas medidas relativamente a problemas na banca, em países como a Grécia e a Espanha.

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