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Greve do SEF impacta tempos de espera no aeroporto de Lisboa

As chegadas do aeroporto de Lisboa registaram cerca de quatro horas de espero, devido à greve do SEF. Sindicato afirma que preocupação é pôr o Governo a negociar causando o menor impacto no público.

Profissionais dos serviços de segurança aeroportuária (SEF, PSP, AT, GNR e IPMA) manifestaram-se hoje no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a 19 de Fevereiro de 2021, em protesto contra a decisão da ANA de começar a cobrar pelo estacionamento nos espaços reservados para as forças e serviços de segurança
Os trabalhadores do SEF pretendem que o Governo cumpra a lei e chame as estruturas representativas dos trabalhadores a participar na negociação colectivaCréditosTiago Petinga / LUSA

A ANA - Aeroportos de Portugal confirmou que o tempo de espera no controlo de fronteira do aeroporto de Lisboa, nas chegadas de voos do espaço nāo-Schengen, atingiu esta manhã quase quatro horas, devido à greve dos trabalhadores do Serviço de Estrangeiros e de Fronteiras (SEF).

A mesma fonte declarou que a greve parcial no SEF, iniciada a 14 de Agosto, continua sem ter «impacto relevante nos restantes aeroportos».

O protesto dos trabalhadores do SEF tem como objectivo serem «considerados no processo de reestruturação» da entidade, como lembrou na semana passada o dirigente do Sindicato dos Inspectores de Investigação, Fiscalização e Fronteiras (SIIFF), Renato Mendonça.

O sindicalista precisou que a greve parcial decorre até ao final de Agosto e que para a mesma foi estabelecida uma estratégia que cause «um impacto menor ao fluxo de passageiros e ao normal funcionamento dos aeroportos».

No entanto, preveniu, se o Governo teimar em não chamar «as estruturas representativas dos trabalhadores e levá-las a participar» na negociação colectiva, como é de lei, os trabalhadores admitem «avançar para formas de luta mais duras e que causem outro tipo de impacto».

A greve abrange, de forma parcial, os funcionários que prestam serviço nos principais postos de fronteira do país.

Foi convocada pelo SIIFF face à ausência de resposta do Governo sobre o futuro dos inspectores, na sequência da aprovação da proposta de lei que prevê a dispersão de competências policiais do SEF pela PJ, PSP e GNR.

A paralisação não contou, no entanto, com a adesão do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), que realizou uma greve acompanhada de manifestação em frente ao Parlamento no passado dia 9 de Julho, data em que a proposta governamental sobre o SEF começou a ser discutida pelos deputados.


Com agência Lusa

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