|Economia

Dados do INE apontam para maior subida trimestral em mais de 16 anos

Economia cresce 2,9% animada pela recuperação de rendimentos

A economia portuguesa cresceu 2,9% no segundo trimestre deste ano em termos homólogos, de acordo com os números hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). É o valor mais alto desde 2000.

O consumo privado contribuiu para o crescimento da economia
O consumo privado contribuiu para o crescimento da economiaCréditosMário Cruz / Agência LUSA

Nas contas nacionais trimestrais relativas ao segundo trimestre deste ano, o INE reviu em alta o cálculo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa face à estimativa rápida que tinha divulgado em 14 de Agosto.

Nessa altura, o INE tinha estimado provisoriamente um crescimento de 2,8% entre Abril e Junho em relação ao mesmo trimestre de 2016 e de 0,2% em relação ao primeiro deste ano.

Este é o trimestre com o maior crescimento económico desde o final de 2000 e é a primeira vez desde 2007 que se registam nove meses consecutivos com uma subida acima dos 2%, em termos homólogos.

De acordo com o INE, o crescimento foi sustentado, essencialmente, na dinamização da procura interna. Recorde-se que este ano, para além do aumento do salário mínimo, do fim dos cortes no salário dos funcionários públicos e do fim progressivo da sobretaxa do IRS, as pensões acima dos 633 euros foram actualizadas pela primeira vez desde 2011. A actualização extraordinária, até dez euros, que se concretizou este mês ainda não está reflectida nos dados divulgados hoje.

INE desmente «revelações» de Marques Mendes pela terceira vez

Os dados hoje divulgados desmentem mais uma vez Luís Marques Mendes, ex-presidente do PSD e conselheiro de Estado, que, a 13 de Agosto, disse que o INE iria revelar no dia seguinte uma taxa de crescimento superior a 3%, no seu espaço de comentário na SIC.

Esta falsa revelação seguiu-se a um embaraçoso desmentido público por parte do organismo, quando, em Julho, Marques Mendes anunciou que seriam divulgados números relativos ao desemprego que já tinham sido anunciados no mês anterior.

Em ambas as situações, os falsos anúncios foram feitos sem contraditório da parte da estação televisiva, onde Mendes continua a pontuar aos domingos, no final do «Jornal da Noite».


Com Agência Lusa

Tópico