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CTT: Trabalhadores de Santarém suspendem greve

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal de Santarém suspenderam a greve parcial em curso, na sequência de a administração dos CTT ter cedido a uma parte substancial das suas reivindicações.

A gestão dos Correios encerra a estações «a eito, porque os que ali vivem são poucos e, aparentemente, tão pobres que nem um balcão do Banco CTT merecem», reclama o SNTCT.
A gestão dos Correios encerra a estações «a eito, porque os que ali vivem são poucos e, aparentemente, tão pobres que nem um balcão do Banco CTT merecem», reclama o SNTCT.Créditos / Dinheiro Vivo

Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN), a decisão dos trabalhadores do Centro de Distribuição Postal (CDP) de Santarém de suspender a greve que efectuaram durante 12 dias, em defesa da contratação de mais trabalhadores, possibilitando a marcação de férias sem prejuízo da qualidade do serviço postal, tem efeito a partir desta quarta-feira.

Entretanto, o SNTCT sublinha que, fruto da sua intervenção e da «acção dos trabalhadores e da comunicação social regional e local», hoje estão no CDP de Santarém dois auditores dos CTT e três elementos da ANACOM», que podem assim validar as justas queixas dos trabalhadores e as implicações na operação postal das «poupanças» impostas pela administração.

A administração dos CTT, para além de não ter aumentado os salários dos trabalhadores e ter distribuído pelos accionistas cerca de 12,45 milhões de euros em dividendos, tem vindo a preparar o terreno no sentido de transformar a renovação da concessão do serviço público postal numa oportunidade para alterar as regras da concessão. Ou seja, pretende passar a receber uma compensação do Estado pelo serviço público postal e ficar sujeita a menores exigências de qualidade, nomeadamente em relação ao tempo entre a recepção e a entrega do correio, o que lhe permitiria uma ainda maior redução do número de trabalhadores.

Desta feita, o Estado passaria a pagar por um serviço, que antes da privatização lhe dava lucro, em troca de pior qualidade de serviço.

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