Depois de realizarem um desfile do Largo dos Sapadores até à Voz do Operário, em Lisboa, os comunistas comemoraram os 96 anos do PCP com um comício de casa cheia.
Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa lembrou as medidas de reposição de rendimentos e direitos da actual fase da vida política nacional,«com impacto na economia e que travaram o caminho de declínio e intensificação da exploração», mas que não escondem as limitações.
Acrescentam ainda que esses avanços e conquistas só se tornaram possíveis numa correlação de forças em que o PS não dispõe de um governo maioritário, uma vez que há medidas que vão para além do que o Programa do PS admitia.
Limitações que, para os comunistas, «urge ultrapassar», para dar resposta a aspirações e direitos da população e para «vencer os graves problemas estruturais que o País enfrenta e que se acumularam em resultado de décadas de política de direita e de condicionamento e imposições externas». O secretário-geral do PCP lembra que persistem graves problemas económicos e sociais «que exigem um outro patamar de resposta política».
Os comunistas valorizam os «avanços e conquistas» lembrando «que são inseparáveis da contribuição e da iniciativa do PCP e da acção e luta dos trabalhadores». Acrescentam ainda que esses avanços e conquistas só se tornaram possíveis numa correlação de forças em que o PS não dispõe de um governo maioritário, uma vez que há medidas que vão para além do que o Programa do PS admitia. E assim justificam que se tem que «dar mais força ao PCP».
Jerónimo de Sousa afirma que o PCP «não transigirá perante a política de direita, tal como não contribuirá para instalar ambientes de apatia e conformismo que limitem o papel insubstituível da luta dos trabalhadores e do povo», reafirmando que «a luta e o seu desenvolvimento» é outra condição imprescindível para tais avanços.
O secretário-geral do PCP lembrou ainda a batalha das eleições autárquicas, declarando que a CDU apresenta-se como um projecto alternativo e de carácter distintivo da sua acção autárquica.
«Fazendo prova dos valores de Trabalho, Honestidade e Competência que assume [a CDU], da dimensão da obra realizada e de uma intervenção em defesa dos interesses das populações e dos trabalhadores, do reconhecido rigor na gestão das autarquias e na postura dos seus eleitos, da intervenção em defesa dos serviços públicos e afirmação do Poder Local Democrático», declarou o dirigente comunista.
96 anos de vida - um partido do passado e do futuro
Neste momento evocativo coube na intervenção de Jerónimo de Sousa várias palavras sobre a história e o papel do partido. Refere a confiança na luta dos trabalhadores e do povo e a confiança «no colectivo de milhares de homens, mulheres e jovens comunistas, que todos os dias renova e revitaliza a sua intervenção com a adesão das novas gerações que assumem com orgulho o nosso passado e a história ímpar do nosso Partido».
Os comunistas afirmam comemorar o 96.º aniversário do PCP com os olhos postos no futuro, decididos a honrar os compromissos «de tudo fazer para reverter a ofensiva destes últimos anos de políticas de exploração e empobrecimento» e de preparar novas batalhas que se traduzam em novas conquistas para os portugueses e para «o desenvolvimento soberano do País».
Jerónimo lembra ainda «o orgulho» pelo passado de luta e resistência antifascista do PCP, pela sua «inigualável» contribuição para a conquista da liberdade e a fundação e construção do regime democrático nascido da Revolução de Abril e, até hoje, na resistência contra «a política de recuperação capitalista e de restauração monopolista».
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