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João Oliveira critica Acordo UE-Mercosul

A abertura às importações dos grandes países do Mercosul coloca em risco milhares de explorações familiares, fragiliza os rendimentos dos agricultores e agrava a dependência alimentar de Portugal.

João Oliveira intervém num debate do Parlamento Europeu (Novembro de 2025) 
Créditos / PCP

Este acordo, relativo ao livre comércio entre a União Europeia (UE) e os países dos Mercosul, aprovado esta sexta-feira pelo Conselho da UE, vai muito além do comércio de bens abrangendo também os serviços e, segundo o eurodeputado do PCP, representa uma ameaça directa para o sector agrícola do nosso país.

João Oliveira rejeita o acordo, cujo processo de negociação foi iniciado há mais de 25 anos, considerando que a «abertura do mercado europeu a importações agrícolas provenientes dos grandes países do Mercosul, cuja escala e condições de produção são incomparavelmente superiores às que existem em Portugal e noutros países da UE, coloca em risco milhares de explorações familiares, fragiliza os rendimentos dos agricultores, acelera o abandono da produção e agrava a dependência alimentar de Portugal».

Trata-se, segundo o eurodeputado, de um acordo que beneficia, em particular, «as multinacionais do agronegócio, da indústria e dos serviços, à custa da soberania económica, da produção nacional e do emprego, cujo processo negocial foi «deliberadamente subtraído ao escrutínio democrático dos Parlamentos nacionais, reduzindo a transparência e esvaziando o controlo democrático sobre um instrumento com impactos profundos na economia e na vida das populações».

Por outro lado, sublinha, as relações comerciais de Portugal e dos países da UE «devem ser diversificadas, mas na base da cooperação e da garantia de vantagens mútuas, em vez de estarem sistematicamente submetidas aos interesses das grandes potências».

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