Foi esta quinta-feira que as entidades subscritoras do documento «Associações Empresariais e Agrícolas alertam para a iminência de uma crise económica e exigem ao Governo controlo dos preços!» ficaram a saber, por fonte ministerial, que o ministro da Economia e Coesão Territorial despachou o assunto para o secretário de Estado da Economia invocando questões de agenda.
A audiência urgente foi solicitada pelas organizações no dia 17 de Abril, segundo comunicado da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), enviado ao AbrilAbril. Perante a ausência de respostas do Executivo, as entidades tornaram público o documento «Associações Empresariais e Agrícolas alertam para a iminência de uma crise económica e exigem ao Governo controlo dos preços!», que previam entregar ao ministro da Economia.
Nele alertam para a situação da economia portuguesa e das micro, pequenas e médias empresas e a agricultura familiar, considerando que estas, depois do «comboio de tempestades», podem agora ser «abalroadas pelo aumento brutal dos combustíveis e o consequente agravamento dos preços das matérias-primas e de todos os serviços que influenciam a sua actividade».
Por outro lado, sublinham que, tal como nos temporais de Janeiro e Fevereiro, também nesta crise resultante do ataque norte-americano ao Irão, «ou que por ele é influenciada oportunisticamente pelos chamados mercados», o Governo não poderá manter uma resposta «assente em medidas insuficientes, sem impacto prático relevante na vida das empresas e das famílias, permitindo que os custos continuem a atingir níveis cada vez mais difíceis de suportar».
Nesse sentido, estas associações reivindicam ao Governo um conjunto de medidas, nomeadamente o controlo do mercado energético e a fixação de preços que travem a especulação e protejam empresas e consumidores, mas também apoios financeiros, a fundo perdido, às empresas e explorações agrícolas mais expostas ao agravamento dos preços. Reclamam ainda apoios para colmatar o aumento dos custos dos fertilizantes e outros factores de produção, o alargamento imediato do acesso ao gasóleo profissional para os sectores de transportes de mercadorias e passageiros, incluindo os táxis e TVDE, e o aumento do apoio ao gasóleo agrícola.
As organizações subscritoras (ver caixa lateral) deliberaram enviar o documento ao Presidente da República e aos partidos com assento parlamentar.
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