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Vila Nova de Gaia viabiliza precariedade na Educação

A descentralização imposta pelo Governo do PS, e assumida pelo município, tem já reflexos na opção de recorrer a uma empresa de trabalho temporário para a contratação dos técnicos em falta nas escolas do concelho.

Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
Câmara Municipal de Vila Nova de GaiaCréditos / Aventar

A contratação de uma empresa de trabalho temporário do grupo BES/Novo Banco foi aprovada em reunião da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, esta segunda-feira, como forma de suprir a necessidade de contratação de 32 técnicos para as escolas.

O alerta é feito pelos eleitos da CDU que, em nota enviada à imprensa, denunciam que «a empresa irá receber um milhão de euros para fornecer esses técnicos durante dois anos, após o que não se sabe se haverá continuidade do projecto».

«Esta situação é demonstrativa do que irá ocorrer se for por diante a "descentralização" da Educação: em vez de financiar e melhorar a Escola Pública, os recursos serão canalizados para empresas privadas e para a precariedade dos seus trabalhadores», explica a CDU no documento, que por estas razões, votou contra.

Também em matéria de transportes públicos foi aprovada a contratualização «por lotes» pelas câmaras da Área Metropolitana do Porto (AMP). Não obstante, os eleitos da CDU sinalizam que esta questão «não foi explicitada devidamente», e tão pouco se clarificou a necessidade de a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) «ser ressarcida das receitas que as empresas privadas abusivamente lhe subtraíram em zonas de concessão exclusiva».

Ao que acresce problemas na gestão da AMP relativamente ao passe único, uma vez que continua a não haver passe metropolitano gratuito para menores de 13, nem passe familiar e o desconto para reformados e idosos é de apenas 25%.

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