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Utentes exigem reforço do investimento no Garcia de Orta

As comissões de utentes dos concelhos de Almada e do Seixal criticam a progressiva degradação dos serviços do Hospital Garcia de Orta e reivindicam mais investimento em recursos humanos e materiais.

Créditos / Notícias ao Minuto

As comissões de utentes dos concelhos de Almada e do Seixal alertam num comunicado para a sensação de «insegurança e de abandono» gerada pelas notícias que apontam para uma insuficiente capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), seja na resposta à Covid-19, seja no atendimento de outras patologias em cuidados primários e hospitalares.

Realçam que, não obstante o esforço e entrega dos profissionais, a «progressiva degradação» das condições físicas e materiais dos serviços e unidades de saúde comprometem «a eficiência e a segurança» dos cuidados prestados, e apontam o caso do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, como «paradigmático».

«Em poucos meses, [o HGO] assistiu ao encerramento nocturno da urgência pediátrica (é temporário há cerca de um ano), ao risco eminente de encerramento da urgência obstéctrica e, actualmente, da urgência geral», denunciam.

A este cenário soma-se a unidade de cuidados intensivos do Garcia de Orta, que entrou em ruptura e deixou de receber mais doentes no passado sábado, não por falta de camas ou de equipamento, mas «por falta de recursos humanos».

As comissões de utentes dos concelhos de Almada e do Seixal, que voltaram a endereçar um pedido de reunião urgente à ministra da Saúde, Marta Temido, admitem que algo de grave se passa nesta unidade hospitalar de primeira linha para toda a Península de Setúbal. Exigem que sejam encontradas soluções dentro do SNS e recusam-se a compactuar com «inércias ou indolências na tomada de decisões».

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