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Utentes do Litoral Alentejano agem em defesa da Saúde da região

Mais profissionais e melhores cuidados de saúde são o mote para a recolha de assinaturas para uma petição que deverá ser entregue à Assembleia da República pelas Comissões de Utentes.

Créditos / ulsla.min-saude.pt

A coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano (CULA) deu início a uma campanha de recolha de assinaturas para um abaixo-assinado que visa, por um lado, denunciar os problemas vividos nos cuidados de saúde na sua região e, por outro, exigir a concretização de diversas reivindicações, em defesa de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal, geral e gratuito.

Entre as exigências que constam do documento estão a contratação de mais profissionais de saúde, a concretização de atribuição de médico de família a todos os utentes, a construção e reparação de centros de saúde e a reabertura da urgência do Centro de Saúde de Grândola pelo período de 24 horas.

Para além disso, os utentes reclamam a colocação de uma ambulância no Centro de Saúde de Alcácer do Sal, a abertura do novo serviço de urgência do Hospital do Litoral Alentejano, com a garantia de pediatra durante 24 horas e a reabertura de todas as camas dos serviços de internamento e da unidade de convalescença do mesmo estabelecimento.

Mas as CULA reivindicam também a redução dos tempos de espera, a valorização e alargamento das valências do hospital, a reposição da unidade local de saúde do Litoral Alentejano no sector público administrativo e a revogação de todas as taxas moderadoras.

No documento, os utentes lembram ainda que a criação do SNS «teve uma importância decisiva para a melhoria dos indicadores de Saúde». Não obstante, evidenciam que há problemas que precisam de resolução, como a falta de médicos de famílias ou localidades cujas populações só têm acesso a cuidados de saúde a cada 15 dias.

A degradação de diversas extensões de saúde, os tempos máximos de resposta no hospital (constantemente ultrapassados), o serviço de urgência pediátrica a funcionar sem médicos espcialistas e o facto de a nova urgência estar há mais de um ano concluída, não abrindo por falta de profissionais, são outras questões levantadas pelas comissões de utentes.

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