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Urgência pediátrica do Garcia de Orta poderá reabrir de forma faseada

As comissões de utentes anunciam que o Ministério da Saúde vai avançar com a contratação directa de pediatras para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Reabertura da urgência à noite pode ser faseada.

Hospital Garcia de Orta, Almada
CréditosMário Cruz / Agência Lusa

Foi numa reunião com a ministra Marta Temido, esta quinta-feira, que as comissões de utentes da saúde dos concelhos de Almada e do Seixal foram informadas de que a tutela vai avançar com a contratação directa de cinco pediatras, em virtude de o concurso que foi aberto ter ficado vazio.

Apesar de as vagas não terem sido preenchidas, como o concurso prevê que nestes casos se avance para a contratação directa, o Ministério da Saúde já estará em negociações com pediatras experientes que possam assumir de imediato a chefia de equipas.

Em declarações ao AbrilAbril, o porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal, José Lourenço, afirma que «a expectativa é de, progressivamente, se irem preenchendo as vagas» e de os serviços reabrirem à medida que as contratações acontecem. 

Não era esta a informação que os utentes esperavam. Mas, apesar de ainda não existir uma data para a reabertura total da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, José Lourenço entende a comunicação do Ministério como «um avanço», salientando que as comissões continuarão a reunir-se com a ministra para acompanharem a situação.  

Para que o serviço de urgência pediátrica funcione 24 horas, sem interrupções, é necessário preencher sete vagas. José Lourenço recorda que, nos meses de Dezembro e Janeiro, já foram admitidas duas médicas pediatras, apesar de recém-especializadas, podendo demorar entre três e seis meses até estarem aptas a assegurar o serviço de urgência pediátrica como chefes de equipa. 

O representante dos utentes do Seixal ressalva, porém, que «são precisos muitos mais pediatras», além de outros especialistas. Diz que, embora a reabertura da urgência pediátrica no período nocturno no Hospital Garcia de Orta seja a ponta do iceberg, na reunião de ontem alertaram também a ministra da Saúde para a «falta crónica» dos especialistas (designadamente radiologistas, anestesistas, gastroenterologistas e cirurgiões gerais) necessários para que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) corresponda à missão que lhe é conferida «com dignidade». 

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