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PCP critica decisões limitadas do Conselho Metropolitano do Porto sobre passe único

O adiamento do passe gratuito para crianças e o alargamento do passe único a todos os operadores apenas a partir de Maio são algumas críticas dos comunistas, que alertam para a falta do passe família. 

CréditosPatrícia Garcia / JPN

O Conselho Metropolitano do Porto (CmP) divulgou recentemente que os utentes terão a partir do próximo dia 1 de Abril um passe municipal ou até três zonas, a 30 euros, e outro para toda a Área Metropolitana, no valor de 40 euros. As poupanças, à luz do actual zonamento Andante, atingem valores na ordem dos 30 a 40 euros.

A generalização deste modelo à rede Andante está prevista para o primeiro dia de Abril, mas o alargamento aos restantes operadores não tem data prevista. De acordo com o CmP, tal deve acontecer a partir de Maio, enquanto a criação do passe sub-12, para crianças até aos 12 anos, só entrará em vigor no início do próximo ano lectivo. 

Apesar do «silêncio» do Conselho Metropolitano, o PCP revela num comunicado que «está ainda prevista a criação de um passe família e o alargamento da oferta», devendo o CmP «assegurar que nenhum agregado familiar terá um gasto superior a 80 euros com passes de transportes públicos na Área Metropolitana do Porto (AMP). 

Por outro lado, alerta, «o CmP deve apresentar um plano de alargamento da oferta de transportes públicos, com a calendarização da entrada em vigor dos novos serviços».

Os comunistas defendem que sejam tomadas medidas para a entrada em vigor do passe em toda a AMP em 1 de Abril, sublinhando que, «estando esta medida prevista há vários meses, tal só não acontecerá por incompetência dos órgãos actuais» desta Área Metropolitana.

Denunciam que, «se não há validadores para os operadores que queiram aderir, é porque não foram encomendados atempadamente», e apresentam soluções. 

«Se há dificuldades em responder a um grande afluxo de utentes no final do mês para tirar um novo passe, que se tomem medidas para responder a uma situação especial, com a criação de quiosques específicos nos concelhos e junto dos principais centros intermodais», acrescentando que, «no limite», se isentem as crianças até 12 anos de apresentação de título de transporte.

O PCP destaca ainda a necessidade de se tomarem medidas para a consagração da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) como operador interno e o progressivo alargamento a toda a AMP.

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