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Os Mesmos de Sempre a Pagar exigem «inversão desta política»

«Não estamos condenados a este rumo», salienta o núcleo de Beja do movimento Os Mesmos de Sempre a Pagar, que a partir de sábado volta à rua para acções de protesto contra o aumento do custo de vida. 

CréditosJosé Coelho / Agência Lusa

As iniciativas programadas para os dias 25 e 27 de Março têm como objectivo mobilizar e sensibilizar as populações de Beja, Serpa e Ferreira do Alentejo contra o aumento dos preços dos alimentos e do crédito à habitação, que graças à subida das taxas de juro tem levado as prestações para valores insuportáveis para muitas famílias.

Este sábado terá lugar uma acção de contacto e sensibilização junto ao Continente de Beja, pelas 10h30. Para o dia 27, também às 10h30, estão anunciadas iniciativas junto de instituições bancárias, em Ferreira do Alentejo, com início no BPI. No mesmo dia, pelas 17h, está prevista uma acção junto ao Intermarché de Serpa.

«Não estamos condenados a este rumo, e por isso iremos dinamizar esta acção de protesto pela inversão desta política, pelo aumento de salários, pensões e reformas, e pela regulação dos preços de bens e serviços essenciais», lê-se num comunicado do movimento.

Esta quarta-feira, no Parlamento, o primeiro-ministro admitia finalmente a possibilidade de reduzir o IVA dos bens alimentares, no pressuposto de haver uma redução dos preços, e anunciou estar a trabalhar num acordo com a produção e com a distribuição para «agir sobre os preços», através de «ajudas de Estado à produção», «redução da tributação» e «compromisso da distribuição para baixar e manter os preços».

Recorde-se que a Sonae e a Jerónimo Martins aumentaram os seus lucros em cerca de 30% nos primeiros nove meses do ano passado. Numa conferência de imprensa, esta quinta-feira, o presidente do grupo Jerónimo Martins, dono dos supermercados Pingo Doce, admitiu que a inflação «ajudou» no desempenho de 2022. 

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