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Novo executivo da Câmara Municipal da Moita ataca o direito à greve

Os trabalhadores do município da Moita aderiram à greve da função pública de sexta-feira, não se deixando amedrontar pelas práticas intimidatórias do novo executivo do PS.

Piquete de greve dos trabalhadores da Câmara Municipal da Moita, em dia de Greve Nacional da Função Pública. Esta é uma das instalações em que o novo executivo do PS arrancou os portões, numa tentativa desesperada, sem sucesso, de condicionar a adesão dos trabalhadores. A Frente Comum confirmou que o nível de adesão na Moita foi de 100% nos serviços de higiene urbana 
Piquete de greve dos trabalhadores da Câmara Municipal da Moita, em dia de Greve Nacional da Função Pública. Esta é uma das instalações em que o novo executivo do PS arrancou os portões, numa tentativa desesperada, sem sucesso, de condicionar a adesão dos trabalhadores. A Frente Comum confirmou que o nível de adesão na Moita foi de 100% nos serviços de higiene urbana Créditos / União de Sindicatos de Setúbal

Nem um mês demorou até o novo executivo do PS começar a dinamizar «uma enorme e antidemocrática operação de coacção». Valeu tudo, relata a Comissão Concelhia do PCP da Moita, em comunicado enviado ao AbrilAbril: «desde pressões e ameaças à chantagem sobre os trabalhadores do município tentando impedir a sua adesão à greve».

A Câmara Municipal da Moita (CMM) recorreu a todos os «estratagemas, mentiras e até telefonemas para casa dos trabalhadores». Mas vontade dos trabalhadores, em fazer valer os seus direitos, foi determinante.

O executivo PS chegou «ao ponto de mandar arrancar os portões das instalações da Socorquex e do Matão», para impedir quem lá trabalha de encerrar as instalações.

Para além de exibir a «prepotência e a arrogância típicos dos comportamentos antidemocráticos», esta acção por parte do município colocou em risco «instalações, bens municipais e pessoas, numa evidente violação da lei da greve». Ficando assim demonstrado até onde o novo executivo PS está disposto a ir para limitar o exercício da greve dos trabalhadores do município.

Revelando uma «enorme serenidade, determinação e consciência», os trabalhadores deram a melhor resposta que podiam ter dado, aderindo, em larga maioria, à greve e às suas «justas pretensões». O turno da noite da higiene urbana registou uma adesão de 100%.

A Comissão Concelhia do PCP da Moita saúda a luta destes trabalhadores, reafirmando tudo fazer, «em todos os níveis de intervenção», para que os trabalhadores alcancem «as suas reivindicações e vejam melhoradas as suas condições de vida e de trabalho».

A greve nacional da administração pública, convocada pela Frente Comum (CGTP-IN), contou com a forte adesão dos trabalhadores, em todos os sectores de actividade, encerrando centenas de escolas, centros de saúde, repartições públicas e serviços de higiene urbana.

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