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«Maior cordão de beatas de cigarro» alerta para risco ambiental

A exposição «(Re)canto do Tejo», na zona ribeirinha do Seixal, junta cerca de 220 mil beatas para alertar que as pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo.

Créditos / Câmara Municipal do Seixal

Inaugurada ontem, a mostra integra o programa da Semana Europeia da Mobilidade 2018 e resulta de uma parceria entre a Associação 10 Milhões na Berma da Estrada e a Câmara Municipal de Seixal.

O objectivo é alertar a população para o perigo das pontas de cigarro que não são tratadas como lixo e ameaçam o ecossistema, «poluindo os lençóis freáticos, colocando em risco a vida marítima e entrando na cadeia alimentar». 

As cerca de 220 mil beatas, recolhidas entre 2016 e 2018, na Baía do Seixal e na Costa de Caparica, em Almada, correspondem, de acordo com a organização, a «32 minutos de beatas que vão para o chão em Portugal», e estão reunidas num cordão com 1510 metros.

O projecto candidato ao Guinness World Book of Records tornou-se realidade graças às cerca de 1600 horas de trabalho voluntário realizado por mais de 350 pessoas. 

«Até parece que não tem muito sentido termos um galardão de que temos mais beatas, mas tem porque é a forma de projectar a mensagem para que as pessoas vejam o impacto daquilo que é provocado com um pequeno gesto», explica o vereador do Ambiente da Câmara do Seixal, Joaquim Tavares.

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