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Câmara do Seixal exige tolerância zero à poluição industrial

O Munícipio do Seixal considera ser inaceitável a poluição registada na Aldeia de Paio Pires e frisa que os alertas à tutela, que identificam a Siderurgia Nacional como origem, remontam a 2014.

Imagem aérea da Siderurgia Nacional, com a Aldeia de Paio Pires por detrás
Imagem aérea da Siderurgia Nacional, com a Aldeia de Paio Pires por detrásCréditos / CMS

A tomada de posição intitulada «Melhor Qualidade de Vida – Tolerância Zero à Poluição Industrial» saiu da reunião do Executivo municipal do Seixal, liderado por Joaquim Santos, realizada ontem ao final do dia.

Em causa estão as várias queixas dos moradores relativas à qualidade do ar e a cada vez maior quantidade de pó, antes preto, agora também branco, que está a cobrir a Aldeia de Paio Pires. Nas redes sociais têm surgido vários vídeos e imagens das partículas, sobretudo em veículos e habitações, com os munícipes a afirmarem que estas provém da Siderurgia Nacional.

Com vista à resolução das questões ambientais suscitadas, a Câmara Municipal do Seixal afirma terem sido «inúmeras as diligências nesta matéria» junto da tutela, desde pelo menos 2014.

O Munícipio diz, inclusive, que reuniu nesse ano com o então secretário de Estado do Ambiente, visto que «a responsabilidade, quer no âmbito do licenciamento da actividade, quer no âmbito da fiscalização das condições da respectiva exploração e seus impactos na saúde pública e no ambiente, cabe exclusivamente ao Poder Central».

Tendo isto em conta, o executivo da Câmara Municipal do Seixal exige aos ministérios do Ambiente e da Economia, bem como à Siderurgia Nacional, detida pelo grupo espanhol Megasa, «a assunção das suas responsabilidades na resolução desta situação totalmente inaceitável».

«A Câmara Municipal do Seixal entende a importância do desenvolvimento económico e da indústria para a região e para o País, mas defenderemos sempre em primeira instância a saúde das nossas populações, bem como dos trabalhadores que laboram nestas indústrias», afirmou o presidente Joaquim Santos.

Na terça-feira passada, o jornal Público avançou que o Ministério Público está a investigar as amostras de pó branco que foram recolhidas pela GNR a 19 de Janeiro e encaminhadas para a Agência Portuguesa do Ambiente.

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