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Loures quer saber mais sobre as redes de contágio

Apesar de o balanço do combate à Covid-19 no município ser positivo, o presidente da Câmara Municipal de Loures defende o reforço da coordenação regional e mais informação sobre as redes de contágio.

Câmara Municipal de Loures
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O Município de Loures, no distrito de Lisboa, tem há um mês na rua equipas de técnicos municipais da Saúde e da Segurança Social a intervir junto dos focos de infecção mais preocupantes.

Este trabalho antecipou o anúncio das medidas restritivas em 19 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (Lisboa, Loures, Odivelas, Amadora e Sintra), que permanecem em situação de calamidade.

Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures, faz um balanço positivo do trabalho que está a ser desenvolvido para conter a pandemia, mas alerta para a necessidade de as equipas serem reforçadas.

«A nossa abordagem revelou-se adequada e conseguimos uma maior proximidade com a população mais necessitada. Conseguimos disponibilizar muitos apoios alimentares e realizar alguns alojamentos de emergência», afirmou à agência Lusa.

Relativamente aos aspectos a melhorar, Bernardino Soares defende a necessidade de reforço de pessoal, nomeadamente das equipas de cuidados na comunidade e de saúde pública e ainda o aprofundamento do conhecimento da Covid-19.

Nesse sentido, Bernardino Soares adianta que existe a intenção de mobilizar, de forma voluntária, estudantes de Medicina para produzir questionários com algumas perguntas-chave. Simultaneamente, defende a necessidade de existir um reforço da coordenação a nível regional, uma vez que «nenhum município pode estar a trabalhar sozinho».

«Podemos estar a fazer um trabalho excelente, mas se os restantes parceiros não estiverem a fazer de pouco vale», frisa.

No que diz respeito aos transportes públicos e à reposição em 90% da oferta anteriormente existente, o eleito vai «avaliar a situação», mas não acredita que o problema fique resolvido.

Se já antes a situação não era boa, «muito dificilmente ficará boa estando a 90%», admite, acrescentando que «talvez fosse interessante o Governo não excluir a hipótese de avançar para uma requisição de bens e serviços».


Com agência Lusa

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