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|Lisboa

Crise da habitação é perigo para a infância

Mais de 3000 crianças e jovens vivem em situação de sem-abrigo ou em condições habitacionais precárias. Porta a Porta e Junta de Carnide promovem debate sobre o tema, na segunda-feira, Dia Mundial da Criança. 

Créditos Hosny salah

Como diz Sérgio Godinho na canção, «isto anda tudo ligado», e os mais novos não escapam à precariedade habitacional que assola o nosso país. No Dia Mundial da Criança, que se asssinala a 1 de Junho, o Movimento Porta a Porta – Casa para Todos e a Junta de Freguesia de Carnide, em Lisboa, organizam uma mesa redonda intitulada «Casa para Crescer!», dedicada ao impacto da precariedade habitacional nas crianças e jovens em Portugal.

O evento, que reúne entidades públicas, organizações da sociedade civil e especialistas, parte de dados preocupantes: mais de três mil crianças e jovens vivem em situação de sem-abrigo ou em condições habitacionais extremamente precárias. Mas o drama não fica por aqui. «Cerca de 300 mil crianças estão em risco de pobreza e registaram-se mais de 54 mil novos processos de promoção e protecção em 2024, muitos deles associados a condições de vida indignas, incluindo a habitação», lê-se num comunicado do Porta a Porta.

Os números confirmam que a crise da habitação «está a transformar-se numa crise de protecção da infância», alertam os organizadores do evento, que terá lugar na Junta de Freguesia de Carnide – Espaço Bento Martins, às 17h30. Mais do que traçar o diagnóstico, a iniciativa quer avançar com «medidas públicas urgentes e soluções estruturais» e identificar falhas e limites das respostas actuais. Isto num momento em que os promotores consideram ser «cada vez mais evidente o perigo directo que a falta de habitação digna representa para o desenvolvimento de crianças e jovens».

O debate conta com a participação de representantes de entidades com intervenção directa nestas matérias, nomeadamente Susana Cruz (presidente da Junta de Freguesia de Carnide), André Escoval (Porta a Porta), Fátima Veiga (Rede Europeia Anti-Pobreza), Carla Pereira (Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental), Nuno Abreu (A Voz do Operário), Marisa Dinis (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) e Joana Henrique (Cáritas Diocesana de Lisboa).

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