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População do Olival Basto obrigada a deslocar-se a Póvoa de Santo Adrião para cuidados de saúde

Câmara de Odivelas desiste do Centro de Saúde do Olival Basto

Na última reunião da Câmara de Odivelas, PS e PSD aprovaram a reversão do terreno cedido à Administração de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para a construção do Centro de Saúde do Olival Basto.

A CDU não desiste de exigir a construção do Centro de Saúde de Olival Basto
A CDU não desiste de exigir a construção do Centro de Saúde de Olival BastoCréditos / Portugal torrão natal

Na sequência do protocolo assinado em 2001, entre a Câmara Municipal de Odivelas e o Ministério da Saúde, para a construção de quatro centros de saúde no concelho, que incluía um no Olival Basto, a Câmara Municipal aprovou em 2004 a cedência de um terreno, naquela freguesia, à Administração de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo (ASRLVT), para que o mesmo fosse construído.

A obra de construção do centro de saúde no Olival Basto, que tinha prazo definido para a conclusão, em 2006, não chegou a arrancar. E, como tal, não se impediu também a deslocação dos cerca de 6000 utentes à freguesia de Póvoa de Santo Adrião para aceder a cuidados de saúde.

No passado dia 25, em reunião de câmara, foi aprovada, com os votos do PS e do PSD, a reversão do terreno à ASRLVT. A CDU votou contra e denuncia a desistência do município de Odivelas. Afirma que a decisão foi tomada «sem sequer questionar ou receber qualquer informação por parte da ARSLVT quanto à intenção de construir o centro de saúde». 

A CDU acrescenta que a decisão dos dois partidos é «incompreensível». Defende que o centro de saúde é uma necessidade para a população, tanto mais que se trata de freguesia mais envelhecida do concelho de Odivelas – no Olival Basto 21% da população tem 65 ou mais anos.

«Com esta decisão, a Câmara Municipal dá um sinal claro de que desiste de
exigir para aquele território a construção do centro de saúde, quando o que se esperaria, e o que é possível e necessário, é exigir que o Estado cumpra o compromisso assumido há mais de uma década», reitera.

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