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Câmara da Covilhã apadrinha residência universitária privada

Uma empresa comprou a antiga fábrica «Francisco Alçada» para a transformar em residência universitária. O presidente da Câmara da Covilhã (PS) admite que não estará ao alcance de todas as bolsas.

Universidade da Beira Interior (UBI)
Universidade da Beira Interior (UBI)Créditos / UBI

O projecto foi apresentado na última sexta-feira, numa sessão que decorreu no salão nobre da Câmara da Covilhã. Em causa está uma antiga fábrica de lanifícios, «Francisco Alçada», situada nas imediações do pólo principal da Universidade da Beira Interior (UBI), que uma empresa de capitais nacionais e estrangeiros adquiriu para transformar numa residência universitária com capacidade para 250 estudantes. 

Segundo o Dinheiro Vivo, este será o primeiro passo da empresa promotora do empreendimento («Maiar»), cujos planos passam por criar uma rede de residências universitárias em todo o País.

O processo de licenciamento deu entrada nos serviços municipais no passado dia 24 de Maio e os empresários têm o objectivo de conseguir concluir a obra até Setembro de 2020. 

Para o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira (PS), trata-se de um projecto «diferenciador», com «instalações de qualidade», apesar de, admitiu, «não estarem ao alcance de todas as bolsas». 

Pedro Antunes, um dos promotores do investimento citado pelo económico, defende que a cidade tem os ingredientes para um «negócio perfeitamente sustentável». «A Covilhã tem dois aspectos que considerámos muito importantes: um é o facto de ter uma cidade que é muito reconhecida e que tem uma população de estudantes deslocados portugueses e estrangeiros e isso cria uma base de negócio perfeitamente sustentável para este tipo de residências», apontou.

Os Serviços de Acção Social da UBI dispõem actualmente de sete residências universitárias, junto ao Pólo 1 e à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, com um total de 808 camas.

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