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Assembleia Municipal de Lagos quer uma gestão sustentável da água

O documento, apresentado pelo grupo municipal da CDU, propõe uma resposta integrada aos graves problemas de seca que afectam o concelho e toda a região algarvia. PSD e Chega votaram contra.

Créditos / Região Sul

O Algarve encontra-se num dos mais severos períodos de seca das últimas décadas, um problema particulamente grave se considerarmos que estamos, ainda, no início do ano, período tipicamente chuvoso: o Barlavento (zona ocidental algarvia) está em situação de seca severa e extrema, ao passo que o Sotavento (zona oriental algarvia) está em seca extrema.

Este contexto, «que exige de todos medidas urgentes no uso da água, para evitar gravíssimos riscos para a vida e a economia da região», motivou a acção dos eleitos da CDU, apresentando um documento que procura colmatar a «situação alarmante» que já se vive no concelho de Lagos, refere o comunicado de imprensa, enviado ao AbrilAbril, da coligação. 

O documento, aprovado na Assembleia Municipal de Lagos (AML) pelo PS, CDU, BE e os eleitos da coligação Nós Cidadãos e Aliança (com os votos contra do PSD e Chega), «reclama a participação de toda a população residente e visitante no abandono de hábitos despreocupados como a rega de jardins e campos de golf e o enchimento de piscinas».

À Câmara Municipal de Lagos (CML), foi recomendada, entre outras medidas de sensibilização, a criação de um Programa Integrado de Gestão Sustentável da Água, ao nível concelhio, assim como o reforço, com «carácter de permanência, de medidas de controlo, racionalização e gestão integrada da água» e a construção de redes separativas de águas e saneamento em Lagos.

A CDU expressou também a intenção de realizar uma sessão extraordinária da AML sobre o tema, convidando a empresa Águas do Algarve, a Associação de Regantes do Alvor e a CML para partilharem, com os eleitos municipais e os cidadãos, as suas experiências sobre a realidade concreta de todo o concelho.

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