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Vietname reafirma metas e políticas no contexto do Dia da Independência

O ser humano é centro, sujeito, recurso principal e objectivo do desenvolvimento, afirmou o primeiro-ministro vietnamita num acto relacionado com o 76.º aniversário da proclamação da independência.

Trabalhador com incenso na aldeia de Thuy Xuan, perto da cidade de Hue, no Centro do Vietname 
Trabalhador com incenso na aldeia de Thuy Xuan, perto da cidade de Hue, no Centro do Vietname Créditos / phongnhalocals.com

Na cerimónia, que decorreu em Hanói esta quarta-feira, Pham Minh Chinh referiu que nestes 76 anos o Partido Comunista (PCV), o Estado e o povo se esforçaram por defender o princípio «Nada é mais precioso que a independência e a liberdade», expressado pelo primeiro presidente dos vietnamitas, Ho Chi Minh.

Especialmente nos últimos 35 anos, graças à política do Doi Moi (Renovação), à abertura, à integração global e ao inestimável apoio dos amigos no estrangeiro, o Vietname alcançou conquistas significativas em todos os domínios, referiu, citado pela Prensa Latina.

Referindo-se aos vários desafios que o país do Sudeste Asiático enfrenta, Minh Chinh afirmou que, sob a liderança do PCV, o Vietname irá ter êxito na dupla tarefa de vencer a pandemia e recuperar o desenvolvimento socioeconómico, para bem do povo vietnamita e dos cidadãos estrangeiros que trabalham e estudam no país.

O dirigente destacou que, tal como determinou o XIII Congresso do PCV, o Vietname quer atingir até 2045 a meta de se tornar um país desenvolvido e com elevados rendimentos, mantendo a orientação socialista.

No que se refere à política externa vietnamita, Minh Chinh reiterou que esta se fundamenta na independência, na auto-suficiência, no multilateralismo e diversificação das relações e na integração internacional. Reafirmou igualmente o respeito do país pelos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, bem como pelos princípios de igualdade e cooperação entre os estados.

Tributos a Ho Chi Minh, no 52.º aniversário da sua morte

O Vietname celebra o seu Dia Nacional a 2 de Setembro, porque foi nessa data, em 1945, que Ho Chi Minh leu a Declaração de Independência, na Praça de Ba Dinh, em Hanói, onde hoje fica o mausoléu que tem o seu nome.

Também ontem, altos dirigentes do Partido Comunista, do Estado, da Assembleia Nacional, do Governo e da Frente da Pátria, a maior organização de massas do país asiático, dirigiram-se ao mausoléu e levaram flores ao venerado Tio Ho, no âmbito do 52.º aniversário da sua morte.

Colocaram igualmente flores junto ao Monumento aos Heróis e Mártires da Guerra, para assinalar o 76.º aniversário da proclamação da independência.

«O Tio lê a Declaração da Independência», de Nguyen Dương, 1979 (obra exposta online pelo Museu Nacional de Belas-Artes do Vietname / vietnamnews.vn

Por seu lado, o Museu Nacional de Belas-Artes do Vietname inaugurou uma exposição online, intitulada «Caminho para a Independência», com 18 pinturas que mostram a determinação do povo vietnamita na luta pela independência nacional, bem como o papel decisivo que Ho Chi Minh assumiu nessa gesta, noticia o portal vietnamnews.vn.

As iniciativas em memória do Herói Nacional repetiram-se em vários pontos do país ligados a ele e à Revolução de Agosto – o levantamento que pôs fim à monarquia feudal, ao fascismo e a 80 anos sob o jugo do colonialismo francês, abrindo as portas à fundação da República Democrática do Vietname, posteriormente República Socialista do Vietname, e a uma era em que o povo vietnamita passou da escravidão ao governo do país.

No entanto, o país do Sudeste asiático ainda teve de lutar mais 30 anos e ver milhões dos seus filhos perderem a vida até conseguir derrotar o colonialismo e o imperialismo, alcançando a reunificação do país a 30 de Abril de 1975.

Ho Chi Minh já não assistiu a este momento decisivo da história do Vietname, pois faleceu a 2 de Setembro de 1969.

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