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Venezuela rejeita acusações de relatório da ONU

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, destaca que o relatório se baseia em informações de governos que não respeitam os direitos humanos nos seus próprios territórios.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela rejeitou, esta segunda-feira, a publicação de um relatório do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), que questiona a situação no país sul-americano, classificando-o como «tendencioso».

Segundo a Telesur, o ministro denunciou que o documento é «fruto de uma resolução promovida por um grupo de governos que cometem internamente violações aos direitos humanos», e que «conspiram para atender à política de "mudança de regime" promovida pelos Estados Unidos contra a Venezuela». 

«É especialmente preocupante que este relatório se baseie em informações prestadas por pessoas com motivações desconhecidas e que não foram devidamente verificadas com as autoridades do Estado em questão, apesar das amplas facilidades que o Governo venezuelano tem proporcionado para o desempenho das suas funções em território nacional», destaca o Ministério venezuelano.

A mais alta autoridade diplomática da Venezuela denuncia que os governos que promovem o relatório devem responder por violar os direitos dos seus cidadãos, «se fazem acusações não verificadas contra a institucionalidade venezuelana, instrumentalizando falsidades construídas para alimentar artificialmente um expediente no Tribunal Penal Internacional».

Sobre as garantias que o Executivo venezuelano dá ao organismo multilateral de visita ao país, o ministro denunciou que se omitem as visitas que se têm feito ao território: «O relatório omite que a cada uma das 26 visitas feitas aos centros de detenção e agências de inteligência, o Gabinete conseguiu entrevistar centenas de pessoas detidas, de acordo com suas próprias directrizes».

«Solicitamos ao Alto Comissariado que compartilhe com as autoridades venezuelanas informações sobre os supostos casos mencionados no relatório, a fim de realizar investigações rigorosas e determinar a sua veracidade e, se for o caso, as responsabilidades correspondentes, em plena coerência com sua política de absoluto respeito aos direitos humanos», determinou Jorge Arreaza.

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