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Unicef manifesta preocupação com a segurança das crianças migrantes

O bem-estar das mil crianças que integram as caravanas de migrantes é motivo de preocupação para a Unicef, que insta as autoridades a enfrentar as questões que desencadeiam o movimento migratório.

Grupo de migrantes hondurenhos no México
Grupo de migrantes hondurenhos no MéxicoCréditos / elcomercio.pe

Num comunicado emitido esta quarta-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) chama a atenção para os riscos que correm as crianças integradas nas caravanas de migrantes centro-americanos a caminho dos Estados Unidos, para as quais solicita apoio e protecção.

«A Unicef está profundamente preocupada com a segurança e o bem-estar das mais de mil crianças migrantes que estão a atravessar o México ou que esperam na fronteira de Tijuana que os seus pedidos de asilo sejam ouvidos pelas autoridades migratórias nos Estados Unidos», diz-se no texto.

O organismo das Nações Unidas destaca que «estas crianças têm acesso limitado a muitos dos serviços essenciais de que necessitam para o seu bem-estar, incluindo alimentação, educação, apoio psico-social e cuidados médicos». Correm, para além disso, «o risco de ser exploradas, maltratadas e traficadas enquanto seguem pelas estradas ou quando estão em acampamentos cheios de gente e centros de descanso na fronteira».

Para a Unicef, é fundamental que os governos da região garantam que as crianças deslocadas dos seus países de origem têm acesso aos procedimentos de asilo em tempo oportuno, independentemente do modo como entraram no país, sublinhando que «uma criança é, antes de mais e sobretudo, uma criança, seja qual for o seu estatuto migratório».

Salientando, ainda, as «condições difíceis» que estes menores enfrentam, ao «fugir da violência, da extorsão, da pobreza e da falta de oportunidades nos seus países de origem», na América Central, a Unicef insta os governos dos países de acolhimento a «manter as famílias unidas» e a recorrer a alternativas à «detenção de imigrantes», considerando que «a detenção e a separação das famílias são experiências profundamente traumáticas».

O organismo das Nações Unidas, que manifesta a disposição para trabalhar com todos os governos da região, de modo a garantir que os direitos das crianças migrantes são respeitados, apela ainda às autoridades para que se empenhem na resolução dos problemas que estão na origem do movimento migratório – «pobreza, violência e falta de oportunidades a nível económico e educativo».

Escapando a estes «problemas», em grande medida consequência da política externa de Washington na América Latina, vários grupos de migrantes centro-americanos (da Guatemala, de El Salvador e, maioritariamente, das Honduras) têm atravessado e continuam a percorrer o México com o objectivo de chegar aos Estados Unidos, em busca de uma vida melhor.

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