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Trabalhadores dos transportes públicos respondem a Salvini com elevada mobilização

Em Roma e nalgumas das principais cidades italianas, a circulação dos transportes públicos foi fortemente afectada, esta segunda-feira, no âmbito da paralisação de 24 horas convocada pela USB.

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Imagem ilustrativa Créditos / bolognatoday.it

Realizada sob o lema «Salário, segurança, dignidade», a greve nacional de 24 horas nos transportes públicos locais, convocada pela Unione Sindacale di Base (USB), tinha como uma das principais reivindicações «salários e condições de trabalho dignos», assim como o estabelecimento de um salário mínimo legal de 10 euros por hora.

Os trabalhadores dos transportes públicos – autocarros, metro, eléctricos e parte da ferrovia – exigiram também a cessação dos contratos e subcontratos com empresas privadas que prestam serviços de má qualidade e pagam mal.

Pronunciaram-se ainda em defesa de uma maior segurança no trabalho e a favor da introdução, no sistema penal, do crime específico de «homicídio no trabalho», refere a USB no seu portal.

Com a paralisação de 24 horas, a USB fez questão de vincar a defesa do direito à greve nos serviços públicos considerados essenciais, afirmando que a actual legislação é aplicada «de forma cada vez mais agressiva», visando impedir os trabalhadores de exercerem o legítimo direito à greve.

A este propósito, ao apresentar os dados da adesão ao protesto (entre os 50% e a paralisação total) nas várias cidades e empresas durante a manhã, a USB lembrou que as cidades de Cosenza, Brescia e Génova, e a região Trentino Alto-Ádige ficaram de fora da jornada de luta, devido às limitações objectivas que as regulamentações actuais ali colocam ao exercício do direito à greve nos serviços públicos essenciais.

Numa nota publicada ontem, a organização sindical italiana destacou não só a «elevadíssima adesão», como as mobilizações que tiveram lugar em Roma, Mestre, Veneza, Bolonha, Nápoles, Perúgia, Modena, Turim, Vicenza e Bari.

Para a central sindical, tratou-se de uma resposta à «arrogância do ministro Matteo Salvini», que, enquanto titular da pasta dos Transportes e Infra-estruturas, havia reduzido para quatro horas a duração da greve anteriormente convocada para 29 de Setembro.

Numa jornada de luta «contra as privatizações selvagens que alimentam a exploração e a precariedade», a USB agradeceu as mensagens de solidariedade que chegaram de várias latitudes, nomeadamente, das centrais sindicais CGPT-IN (Portugal) e CGT (França) ou do sindicato dos transportes RMT (Reino Unido).

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