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Síria reafirma que os EUA promovem o terrorismo

«O verdadeiro objectivo da chamada Lei César é abrir as portas ao regresso do terrorismo como em 2011», afirmou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid al-Moallem.

Soldado sírio junto a uma bandeira nacional nas imediações dos Montes Golã ocupados
Soldado sírio junto a uma bandeira nacional nas imediações dos Montes Golã ocupados Créditos / Sputnik News

Numa conferência de imprensa em Damasco, Al-Moallem sublinhou que as declarações de responsáveis políticos norte-americanos sobre a chamada Lei César «mostram que são um coro de mentirosos, pois quem quer o bem do povo sírio não conspira contra o seu sustento».

De forma irónica, Al-Moallem perguntou se a presença de tropas norte-americanas nas proximidades de poços de petróleo no Leste do país, a queima de campos de trigo e as ameaças a países amigos da Síria que querem contribuir para o seu processo de reconstrução é tudo no interesse do povo sírio, informa a agência SANA.

Para o ministro, o propósito desta nova medida é facilitar o regresso do terrorismo ao país árabe. Neste sentido, sublinhou que existem bastantes provas do investimento dos EUA no terrorismo, como o transporte de líderes do Daesh entre o Iraque e a Síria, e o apoio que prestam à antiga Frente al-Nusra e ao «regime turco» na sua agressão contra a Síria.

«Na Síria – disse o diplomata – estamos habituados a lidar com as sanções unilaterais, que foram impostas ao país desde 1978 com diferentes designações, a última das quais é Lei César».

Defendeu que a aplicação desta medida «deve transformar-se numa oportunidade para levantar a economia nacional, alcançar a auto-suficiência e aprofundar a cooperação com os amigos e aliados em vários campos».

Referindo-se às potências ocupantes, Al-Moallem disse que os Estados Unidos defendem os interesses de Israel e que a retirada das suas tropas da Síria e da região é «inevitável». Acrescentou que «a Turquia ocupa territórios na Síria e que as lições da história ensinaram que os povos que lutam pela sua liberdade e soberania acabam por triunfar».

Não haverá tolerância para interferências externas

Ao abordar a Comissão Constitucional, Al-Moallem afirmou o empenho da Síria em encontrar uma solução política para o país e deixou claro que não haverá tolerância para qualquer tipo de ingerência no que respeita à Constituição, sublinhando que terá de ser um processo conduzido pelos sírios e que responda às suas aspirações.

O diplomata sírio destacou ainda o apoio incondicional do seu país ao povo palestiniano e a rejeição dos planos do ocupante israelita de anexar territórios da Margem Ocidental, tendo indicado que Telavive deve retirar-se de todos os territórios árabes ocupados.

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