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Luta contra o terrorismo na Síria é «uma guerra da verdade contra a mentira»

No arranque do 27.º Congresso da Federação Geral dos Sindicatos – Síria, o dirigente Jamal al-Qadri sublinhou que, nos 9 anos de guerra, os trabalhadores sírios se constituíram como «pilar da resistência».

Os trabalhadores sírios têm sido «um pilar da resistência» Créditos / Vestnik Kavkaza

Arrancou esta quinta-feira, em Damasco, o 27.º Congresso da Federação Geral dos Sindicatos – Síria (GFTU-Síria), cujas actividades se prolongam até ao próximo domingo, dia 16, com a participação de 479 delegados de sindicatos sírios e organizações sindicais estrangeiras.

No discurso de abertura do congresso, o presidente da GFTU, Jamal al-Qadri, disse que os trabalhadores sírios construíram o país com o seu suor e trabalho ao longo de décadas, tendo-se mantido fiéis ao interesse nacional.

«Os trabalhadores têm sido pioneiros na luta pela defesa da pátria, desde a guerra pela independência contra o colonialismo francês até à actual guerra contra o terrorismo, que a Síria trava há mais de nove anos», disse, citado pela agência SANA.

Al-Qadri acrescentou que os trabalhadores sírios se aperceberam desde o início de que esta guerra de agressão é contra o povo sírio, em virtude dos posicionamentos assumidos pelo país árabe de apoio à resistência aos planos sionistas e ocidentais gizados contra a região e os seus povos.

«A nossa guerra contra o terrorismo e os seus partidários é uma guerra da verdade contra a mentira e da luz contra a escuridão; e da liberdade contra a ignorância e o obscurantismo», frisou.

O dirigente sindical disse ainda que, apesar do bloqueio económico injusto e das medidas unilaterais impostas pelos países agressores à Síria, os trabalhadores sírios «se mantiveram firmes» e «se constituíram como pilar da resistência».

Além do debate da situação económica e de relatórios referentes à situação interna da Federação, o Congresso dedicará uma sessão à solidariedade com os trabalhadores e o povo da Palestina ocupada, tendo em conta o chamado «acordo do século», bem como à firmeza dos sírios que residem nos Montes Golã ocupados, por ocasião do 38.º aniversário da rejeição da identidade israelita.

Federação Sindical Mundial apoia a luta antiterrorista da Síria

O presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), Mzwandile Michael Makwayiba, declarou o apoio da FSM aos trabalhadores e ao povo da Síria na luta que travam contra o terrorismo, em declarações à SANA após a chegada a Damasco da delegação da Federação que irá participar no 27.º Congresso da GFTU-Síria.

Mzwandile Michael Makwayiba, presidente da Federação Sindical Mundial Créditos

«Vamos trabalhar no sentido de exercer pressão sobre os governos europeus e a administração dos EUA para que levantem o cerco económico e as medidas coercitivas unilaterais impostos à Síria», disse o dirigente da Federação, que tem mais de 90 milhões de filiados em todo o mundo.

Makwayiba afirmou que a FSM vai insistir na necessidade de travar a ingerência estrangeira nos assuntos internos da Síria, bem como de preservar e defender a sua soberania e independência.

A este propósito, lembrou que, em Outubro, no aniversário da fundação da FSM, a Federação organizou manifestações em vários pontos do mundo para condenar a guerra de agressão imposta ao país árabe.

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