Nesta reunião do FILAC serão apresentados os resultados dos trabalhos realizados desde o último encontro, em 2017, e aprovadas as directrizes operacionais para o futuro. A assembleia tem também uma função electiva, devendo ser eleito o novo Conselho de Administração para o período 2021-2023.
Hoje, segundo e último dia da XV Assembleia-Geral do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe, realizada de forma virtual e presencial, discutem-se temas como a saúde, as mudanças climáticas e a Covid-19.
A Prensa Latina informa que, no discurso inaugural, esta quinta-feira, o Presidente da Bolívia destacou o golpe de Estado de 2019, salientando que quebrou a ordem constitucional e atacou as nações originais, afectando os direitos dessas comunidades.
Luis Arce lembrou que a quebra da democracia naquele ano «levou à perseguição, discriminação, humilhação e tortura, e causou a morte de 38 pessoas», e que, volvido esse tempo, a construção de um sentido plurinacional nos Estados da América Latina e do Caribe «deve ser o horizonte do presente».
Arce exortou os povos indígenas dos países membros do Filac e os participantes em geral a exigir o seu reconhecimento e «acabar com a estagnação do colonialismo interno».
Criado na II Cimeira Iberoamericana de Chefes de Estado e de Governo, realizada em 1992 em Madrid, o Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe apresenta-se como a «única organização internacional voltada para o "Bem Viver-Viver Bem" dos povos indígenas» e para a promoção do pleno exercício dos direitos económicos, sociais, culturais, políticos e jurídicos.
Argentina, Bolívia, Brasil, Guatemala, Cuba, Venezuela e Paraguai são alguns dos países membros deste fundo, de que Portugal faz parte enquanto Estado extra-regional.
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