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Petição contra bloqueio a Cuba apresentada no Parlamento canadiano

Membros da Câmara dos Comuns ouviram esta quinta-feira uma petição em que se solicita às autoridades canadianas que se pronunciem, junto dos EUA, a favor do levantamento do bloqueio económico a Cuba.

Solidários com Cuba no Canadá protestam contra o bloqueio junto ao Consulado dos EUA em Montreal (Quebec)
Solidários com Cuba no Canadá protestam contra o bloqueio junto ao Consulado dos EUA em Montreal (Quebec) Créditos / @radiocienfuegos

A petição, que partiu da iniciativa de cidadãos da província do Quebec em Abril último, conta com 577 assinaturas e foi ontem apresentada na Câmara dos Comuns, em Otava, por Stéphane Bergeron, deputado do partido Bloc Québécois.

O Canadá tem apoiado tradicionalmente o fim do bloqueio imposto a Cuba e votado a favor da resolução «Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba», apresentada pela Ilha na Assembleia Geral das Nações Unidas.

No texto, os signatários lembram que o Canadá se opõe a esta situação, que se arrasta há mais de seis décadas. Denunciam ainda a proibição, por parte da administração de Donald Trump, de exportação de material médico para países da América Latina, sublinhando que o posicionamento dos EUA representa uma ameaça séria para esses países, sobretudo no contexto da pademia do novo coronavírus.

Como contraponto, o texto refere que Cuba enviou professionais da Saúde para vários países do mundo para ajudar a combater a pandemia.

O documento alerta igualmente para a persistência da ameaça de intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Em apoio à petição, indica a Prensa Latina, o Bloc Québécois emitiu um comunicado de imprensa a exigir o fim das ameaças norte-americanas contra Cuba e a Venezuela.

A apresentação da petição no Parlamento canadiano coincidiu com a divulgação do relatório sobre os danos provocados pelo bloqueio de Washington, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez.

O relatório denuncia «o recrudescimento sem precedentes desta cruel e ilegal política, aproveitando inclusive o contexto da pandemia de Covid-19, o que só no último ano provocou perdas a Cuba na ordem dos 5,5 mil milhões de dólares».

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