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Palestinianos protestam contra mudança de política dos EUA sobre colonatos

As forças israelitas reprimiram os protestos do «Dia da Ira», convocados por várias facções políticas palestinianas e que alastraram a várias cidades da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza cercada.

Palestinianos protestam contra a decisão recente dos EUA sobre os colonatos no «Dia da Ira»
Palestinianos protestam contra a decisão recente dos EUA sobre os colonatos no «Dia da Ira» Créditos / Sputnik

Milhares de palestinianos manifestaram-se hoje em cidades como Ramallah, Nablus, Tulkarem, Belém, Hebron (Al-Khalil) e em Gaza em protesto contra a recente declaração de apoio dos Estados Unidos aos colonatos israelitas.

Nas mobilizações, que surgiram como resposta ao apelo de diversas facções políticas palestinianas, sobretudo do movimento Fatah, dirigentes políticos dirigiram-se às multidões para falar sobre o impacto da decisão norte-americana e pediram à comunidade internacional que tome medidas contra Washington e Telavive, informam a Prensa Latina e a PressTV.

No passado dia 18, o secretário norte-americano de Estado, Mike Pompeo, anunciou que «a criação de colonatos civis israelitas na Cisjordânia não é, por si só, inconsistente com o direito internacional», reconhecendo desse modo como «legal» o expansionismo sionista em Jerusalém e na Margem Ocidental.

Após as manifestações, dezenas de pessoas marcharam em direcção aos postos de controlo do Exército israelita nas entradas das suas cidades, nomeadamente Ramallah, al-Bireh, Qalqilya e Hebron, tendo-se ali verificado confrontos com os soldados e a repressão das forças isrealitas, que recorreram a gás lacrimogéneo e dispararam balas de aço revestidas de borracha.

Palestinianos buscam apoio internacional

Azzam al-Ahmad, membro do Comité Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), disse que «os esforços realizados actualmente visam celebrar uma sessão especial do Conselho de Segurança [das Nações Unidas] para discutir o tema», informa a Al Mayadeen.

«Se os Estados Unidos recorrerem ao veto, [a Palestina] dirigir-se-á à Assembleia Geral para que se reúna sob o tema "Unidos pela paz", para condenar a recente declaração», acrescentou.

Por seu lado, o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Malki, anunciou que o seu país irá solicitar o apoio árabe à realização de uma reunião dos estados signatários da Convenção de Genebra, com o objectivo de responsabilizar a ocupação israelita pela sua prática criminosa para com o povo palestiniano».

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