Fontes oficiais libanesas indicaram que dezenas de localidades foram bombardeadas pelas forças militares israelitas esta quinta-feira, no âmbito da escalada iniciada a 2 de Março, que envolve também o Hezbollah e que começou com a agressão militar israelo-norte-americana ao Irão, a 28 de Fevereiro último.
De acordo com a Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN), a ofensiva israelita abrangeu múltiplas localidades nas províncias de Nabatieh e Sul, onde foram registados danos de monta em casas e pelo menos num hospital da região.
Em comunicado, a administração do Hospital Universitário Sheikh Ragheb Harb deu conta de danos significativos nas suas infra-estruturas, incluindo a unidade de cuidados intensivos.
Segundo refere a agência, o facto foi classificado como uma «violação flagrante do direito internacional» e uma «ameaça directa à segurança» de utentes e trabalhadores.
A ofensiva israelita contra o Líbano, que também envolveu fortes bombardeamentos sobre a região central de Beirute, provocou até esta quinta-feira pelo menos 1001 mortos, incluindo 118 menores, 79 mulheres e 40 profissionais de saúde, revelou o Ministério libanês da Saúde, acrescentando que o número de feridos chegou a 2584.
Alertas e ajudas da ONU
As Nações Unidas alertaram esta quarta-feira que mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas devido à escalada de ataques israelitas em todo o país, sendo que quase um terço dos deslocados são crianças.
Neste contexto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou que os hospitais libaneses estão a rebentar pelas costuras, frisando que, sem apoio, a sua capacidade de prestar cuidados de saúde que salvam vidas estará em sério risco.
Para ajudar a fazer frente a esta situação, a Unicef entregou 32,5 toneladas de material médico de emergência na quarta-feira, indica a TeleSur, explicando que estes recursos se destinam a apoiar hospitais, centros de cuidados primários e unidades móveis nas zonas mais afectadas do Líbano.
Desde o início desta escalada, também encarada como uma forma de Israel tentar aproveitar a instabilidade na região para alavancar a sua agenda expansionista, a agência distribuiu mais de 800 toneladas de ajuda no Líbano.
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