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Mais de 12 mil mesas preparadas para as eleições presidenciais na Síria

Milhões de sírios votam, esta quarta-feira, em 12 mil mesas instaladas nas 14 províncias do país. As autoridades repudiaram as tentativas de ingerência e desestabilização nas eleições presidenciais.

A campanha eleitoral para as presidenciais sírias decorreu até ontem; o actual presidente, Bashar al-Assad, é o grande favorito 
A campanha eleitoral para as presidenciais sírias decorreu até ontem; o actual presidente, Bashar al-Assad, é o grande favorito CréditosFady Marouf / Prensa Latina

O ministro sírio do Interior, Mohammad al-Rahmoun, afirmou esta terça-feira, em conferência de imprensa, que está finalizada a preparação logística necessária ao bom desenvolvimento do processo eleitoral, tendo precisado que este irá decorrer nos mais de 12 mil locais de voto instalados em todas as províncias do país levantino, informa a SANA.

Acrescentou que têm direito a voto, dentro e fora do país, 18 107 109 cidadãos, sendo que os residentes no estrangeiro já votaram – e de forma massiva – na passada quinta-feira, dia 20. Os cidadãos com direito a voto em território sírio podem exercê-lo em qualquer mesa eleitoral da sua província de origem ou de residência, explicou ainda.

O Tribunal Constitucional aceitou três das 51 candidaturas inicialmente apresentadas. De acordo com a Constituição, o presidente eleito da Síria cumprirá um mandato de sete anos.

«Legitimidade do presidente vem do povo e não de potências estrangeiras»

Participando num debate na Universidade de Damasco, Bouthaina Shaaban, assessora do presidente sírio, sublinhou o «carácter interno» das eleições presidenciais, bem como o facto de a legitimidade presidencial «não ser atribuída por potências estrangeiras».

Shaaban disse que o foco ocidental e sionista hostil à Síria, em que se enquadram declarações de vários representantes ocidentais – franceses, norte-americanos, alemães, entre outros – sobre as eleições na Síria, «não tem qualquer importância para nós», indica a Prensa Latina.

Também se referiu ao facto de a Turquia e a Alemanha terem impedido os sírios ali residentes de votarem, «o que mostra a falsidade das suas alegações sobre a democracia».

Apesar dos esforços das forças anti-sírias…

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Bashar al-Jaafari, recebeu ontem uma delegação composta por visitantes de nacionalidades europeias, africanas, norte-americana e canadiana, que se encontram no país árabe para acompanhar as eleições presidenciais.

Na reunião, em que participaram vários emigrantes sírios nos Estados Unidos, al-Jaafari sublinhou a importância da sua permanência na Síria, para poderem ver in loco o desenrolar do processo constitucional.

O representante governamental afirmou que, apesar de todas as tentativas das forças anti-sírias de interromper o actual processo constitucional, as eleições não serão afectadas, da mesma forma que não será minada a determinação do governo e do povo de preservar a independência da sua decisão, revela a SANA.

Por seu lado, os membros da delegação destacaram os grandes erros cometidos por alguns países ocidentais em relação à Síria, denunciaram a desinformação propagada no Ocidente contra o país árabe e sublinharam a necessidade urgente de uma mudança política e económica, por parte dos executivos ocidentais, no que respeita à Síria.

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