«O tributo mais digno às gerações anteriores é a responsabilidade e a acção da geração actual, enquanto a maior responsabilidade para com as gerações futuras é criar bases sólidas e melhores condições para o progresso contínuo do país», disse o secretário-geral do Partido Comunista do Vietname (PCV) num encontro em Hanói, esta terça-feira, com antigos dirigentes do partido, no contexto das cerimónias relacionadas com os 81 anos da Revolução de Agosto e do dia Nacional (2 de Setembro).
To Lam, também Presidente da República, frisou que «as tarefas que temos por diante não permitem a complacência ou a hesitação», ao insistir nos planos para que, em 2045, o Vietname seja um país desenvolvido de altos rendimentos, indica a Vietnam News Agency (VNA).
Ao recordar que o país do Sudeste Asiático passou de um estado de devastação, provocado pela guerra, para uma situação de desenvolvimento médio, To Lam disse que os 81 anos transcorridos desde a Revolução de Agosto, em especial as quatro décadas do processo Doi Moi (Renovação), fazem com que os vietnamitas tenham todo o direito em se sentir orgulhosos das grandes conquistas que o Partido, o Presidente Ho Chi Minh e o povo construíram.
«Estas conquistas são fruto da liderança do Partido e da força da unidade nacional, bem como da inteligência, dos esforços e dos sacrifícios de gerações de vietnamitas, incluindo antigos líderes do Partido e do Estado», observou.
To Lam afirmou que a implementação da Resolução do XIV Congresso do PCV, realizado em Janeiro último, requer uma mudança radical: das decisões políticas para a acção, da reestruturação organizacional para a melhoria da qualidade de vida e da determinação política para resultados tangíveis que as pessoas possam ver, sentir e de que possam beneficiar.
O povo deve estar no centro de todas as políticas
O Presidente da República sublinhou que o povo deve continuar no centro de todas as políticas e que o desenvolvimento nacional deve servir os seus interesses legítimos, garantindo que beneficia de forma justa das conquistas do país.
Insistindo na continuidade dos esforços para que a liderança abrangente do Partido seja reforçada, e a sua capacidade de liderança e governação melhorada, To Lam defendeu a independência nacional e o socialismo, e afirmou que os funcionários, em particular os que ocupam cargos de chefia, devem dar o exemplo, manter a integridade, assumir a responsabilidade e agir para o bem comum.
Em simultâneo, destacou que o desenvolvimento deve estar cada vez mais associado ao conhecimento, à inovação, à ciência e à tecnologia, mas garantindo que a rapidez deste processo seja sustentável.
Relatório e homenagens
Durante o encontro, o primeiro-ministro vietnamita, Le Minh Hung, apresentou um relatório sobre a situação socioeconómica e o trabalho de consolidação do Partido nos primeiros seis meses de 2026, bem como os planos para o que resta do ano.
To Lam atribuiu a Ordem de Ho Chi Minh a cinco ex-membros do Comité Central: Luong Cuong (ex-presidente), Pham Minh Chinh (ex-primeiro-ministro), Phan Dinh Trac (ex-chefe da Comissão Central de Assuntos Internos do Partido), Nguyen Hoa Binh (ex-vice-primeiro-ministro) e Nguyen Van Nen (ex-secretário do Comité do Partido da Cidade Ho Chi Minh), pelos «seus imensos e destacados contributos à causa revolucionária do Partido e do país».
Foi ainda outorgada a antigos quadros do PCV a Ordem da Independência, enquanto outros quadros – alguns dos quais no activo – receberam insígnias relativas a 60, 45, 40 e 35 anos filiação no Partido.
As comemorações da Revolução de Agosto – o levantamento que pôs fim à monarquia feudal, ao fascismo e a 80 anos de jugo colonial francês, abrindo as portas à fundação da República Democrática do Vietname, posteriormente República Socialista do Vietname, e a uma era em que o povo vietnamita passou da escravidão ao governo do país – e do Dia Nacional motivarão a realização de actividades desportivas e culturais em todo o país.
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